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Vice-presidente Kreimeier palestra em evento da Aliança Láctea Sul Brasileira

23/08/2015

A Região Sul está se mobilizando para definir ações que promovam o desenvolvimento harmônico da sua cadeia leiteira, em números, a mais forte do Brasil. Nesse contexto, no dia 19 de agosto a Aliança Láctea Sul Brasileira organizou reunião na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (FAESC), em Florianópolis. O evento contou com a presença de secretários estaduais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, deputados, representantes de sindicatos e demais instituições ligadas ao setor leiteiro nos três estados do Sul.

Evento contou com a participação de representantes de secretarias, sindicatos e demais instituições ligadas ao setor leiteiro nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Fotos: Éderson Moisés Käfer)
Evento contou com a participação de representantes de secretarias, sindicatos e demais instituições ligadas ao setor leiteiro nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

Conduzidas pelo coordenador geral da Aliança Láctea Sul Brasileira, Ricardo Volpi, e pelo secretário adjunto de Estado da Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Airton Spies, as pautas debateram a harmonização dos tributos do leite e derivados, fim da guerra fiscal com os demais estados do país e análise das realidades paranaense, catarinense e gaúcha.

 

O leite na Região Sul

 

A parte técnica, o trabalho a campo propriamente dito, foi um dos pontos discutidos no encontro. As lideranças sugeriram e discutiram ações que viabilizem programas de pagamento por qualidade, transferência de tecnologia, assistência técnica e qualificação, sanidade e inspeção, gestão industrial e transporte. Nessa parte, com o intuito de apresentar números e características de seus estados, se pronunciaram o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara; o secretário de Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, Ernani Polo; e o secretário de Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Moacir Sopelsa.

 

Languiru apresenta pagamento por qualidade

 

Com a intenção de diminuir a influência de atravessadores e oferecer uma matéria-prima de melhor qualidade à indústria, a implementação de sistemas de pagamento por qualidade do leite foi destacada. Nesse contexto, houve a apresentação de dois cases de cooperativas que usam esse critério na Região Sul.

Aliança Láctea Sul Brasileira organizou reunião na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (FAESC), em Florianópolis
Aliança Láctea Sul Brasileira organizou reunião na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (FAESC), em Florianópolis

O gerente de negócios do leite da Castrolanda, Henrique Junqueira, apresentou o Pool ABC, programa de pagamento por qualidade do leite da cooperativa paranaense. E, para orgulho dos associados, colaboradores e clientes da Cooperativa Languiru, o vice-presidente Renato Kreimeier apresentou o sistema de pagamento por qualidade do leite da cooperativa gaúcha. Na oportunidade ele ainda esteve representando o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat).

Kreimeier enfatizou que o pagamento por rendimento e qualidade é uma cultura que já vem de longa data na Languiru. Lembrou do início da integração de aves e suínos nos anos 80, atividades onde o associado sempre foi remunerado por eficiência, além de ressaltar que, desde 1986, a cooperativa possui um programa de melhoramento genético na atividade leiteira e pagamento por qualidade do leite. “Hoje, os associados são atendidos por técnicos, médicos veterinários e engenheiro agrônomo específicos do setor leiteiro. A assistência técnica é dividida por regiões, sendo que o fomento ainda organiza dias de campo e palestras. Por meio de excursões, também procuramos levar os produtores de leite da cooperativa para outras regiões, afim de promover a troca de conhecimentos”, disse.

Ele frisou que a cooperativa somente compra leite de associados, ou seja, existe um rastreamento total da cadeia produtiva. Acrescentou que o leite beneficiado pela Indústria de Laticínios é trazido por transportadores que prestam serviços para a Languiru. “A nossa política de pagamento é inspirada na Instrução Normativa 62 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Partindo de um preço base, o associado ajuda a formular a própria remuneração, por meio de critérios que levam em conta a UFC, CCS, gordura, proteína, sanidade, instalações, resfriamento e boas práticas de fazenda”, explicou. Observou que os associados procuram ter mais de uma atividade na propriedade, ou criação de aves ou criação de suínos, com o objetivo de diversificar a renda. “Até os pequenos produtores de leite estão se tecnificando, pois sabem que a cooperativa fornece todo um suporte e incentiva o crescimento de todos”, afirmou.

Coordenador geral da Aliança Láctea Sul Brasileira, Ricardo Volpi (d), e secretário adjunto de Estado da Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Airton Spies
Coordenador geral da Aliança Láctea Sul Brasileira, Ricardo Volpi (d), e secretário adjunto de Estado da Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Airton Spies

Kreimeier ressaltou que a Indústria de Laticínios recebe 460 mil litros de leite por dia e produz mais de 60 produtos, como leite UHT, iogurtes, bebidas lácteas, achocolatado, doce-de-leite, entre outros. “Por dia, o laboratório da nossa indústria analisa mais de 4,5 mil amostras de leite”, salientou. Além disso, o vice-presidente mostrou fotos de unidades estratégicas de negócios, apresentou alguns números da Languiru e falou da permanência dos jovens no meio rural na área de atuação da cooperativa. No fim, respondeu a perguntas dos participantes, que se mostraram muito interessados na metodologia de pagamento por qualidade da Languiru.

“Nós trouxemos esses dois cases (Castrolanda e Languiru) para servir de inspiração para o resto do setor. No futuro, prevejo que as demais indústrias vão adotar o pagamento por gordura e proteína, que são aspectos muito valorizados no que se refere ao pagamento por qualidade”, projetou Spies.

 

O que é a Aliança

 

A Aliança Láctea Sul Brasileira foi oficializada durante a 37ª Expointer, em 2014, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O objetivo da parceria é aumentar a produção leiteira nos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Entre as premissas, estão a integração de ações de cooperação para facilitar a assistência técnica, profissionalização, políticas tributárias, infraestrutura, inspeção sanitária e incentivos fiscais.

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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