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Sanidade e qualidade – Languiru e transportadores de leite realizam testes com equipamento de tecnologia portuguesa

16/08/2016

Dois caminhões de transportadores de leite que atendem a Cooperativa Languiru estão equipados com medidor de vazão, instrumento de tecnologia portuguesa que, entre outros benefícios, garante a sanidade e a qualidade do leite que sai da propriedade dos associados da cooperativa direto para a Indústria de Laticínios da Languiru, localizada em Teutônia.

Transportador de leite apresentou funcionamento do novo medidor de vazão instalado no caminhão (Fotos: Leandro Augusto Hamester)
Transportador de leite apresentou funcionamento do novo medidor de vazão instalado no caminhão (Fotos: Leandro Augusto Hamester)

Os equipamentos passam por período de testes por 60 dias e foram instalados em caminhões dos transportadores Elói Wiebusch, de Teutônia, Ricardo e Paulo Mattes, de Bom Retiro do Sul.

Tecnologia

 

O gerente da Indústria de Laticínios da Languiru, Lauri Reinheimer, e o coordenador administrativo da unidade, Mauro Aschebrock, destacam as principais vantagens do medidor de vazão, tecnologia muito difundida na Europa, especialmente em Portugal, na Espanha e na Alemanha.

“O projeto com o novo equipamento está iniciando no Rio Grande do Sul. Entre suas principais vantagens estão a exatidão na medição de volume e a coleta de amostra de qualidade proporcional ao volume do tanque”, explica Aschebrock.

Direção e coordenadores setoriais conheceram novo equipamento, instalado para período de teste de 60 dias em dois caminhões
Direção e coordenadores setoriais conheceram novo equipamento, instalado para período de teste de 60 dias em dois caminhões

Com o uso de GPS, o equipamento mapeia toda a rota de coleta de leite dos transportadores, permitindo reconhecimento prévio do perfil de cada propriedade cadastrada. “O equipamento também otimiza a mão de obra dos transportadores. É a possibilidade de garantia da qualidade, confiabilidade e agilidade. É interessante para a Languiru, para os transportadores e para os produtores, com processo de análise padronizado, com uma amostragem confiável, com medição real do tanque”, comenta Reinheimer, acrescentado que após o período de avaliação por dois meses, existe a possibilidade de ampliação de utilização do medidor de vazão nos veículos que atendem a cooperativa. “É um projeto que traz mais segurança para o processo de coleta de leite nas propriedades. Existem aperfeiçoamentos que poderão e serão implementados futuramente”, frisa o gerente.

O equipamento foi apresentado durante visita da direção da Languiru, presidente Dirceu Bayer e vice-presidente Renato Kreimeier, à Granja do Colégio Teutônia. Na oportunidade os transportadores explicaram detalhadamente seu funcionamento, desde a inserção da rota, cadastramento do motorista, quilometragem do caminhão e programação para coleta de amostras para análise. “A identificação das propriedades e todo roteiro programado para a coleta do dia é feito via GPS, com precisão de amostragem e volume de coleta”, explicou Reinheimer.

Qualificação

 

“A Languiru busca, constantemente, a qualidade dos seus produtos. Esse novo projeto permite a automatização e a profissionalização de toda atividade da cadeia leiteira, reduzindo a necessidade de mão de obra no transporte. Paralelamente a isso, assegura a qualidade com a coleta de amostra para análise do produto in natura, além do menor desperdício”, ressaltou Bayer.

Medidor de vazão utiliza tecnologia portuguesa
Medidor de vazão utiliza tecnologia portuguesa

Para o presidente, o medidor de vazão “é um avanço da atividade leiteira, além de uma ação de aproximação com o que estabelece a legislação em termos de qualidade e sanidade. O projeto vem em benefício de toda cadeia produtiva do leite e vem ao encontro das exigências de qualidade da Languiru e da legislação vigente”.

Avanço

 

Kreimeier recorda o início da coleta do leite à granel, nas décadas de 80 e 90, o que na época foi um salto de qualidade. “A Languiru foi pioneira na coleta do leite à granel no Estado, e agora somos pioneiros em automatizar a coleta do leite. Esse novo equipamento representa um novo salto de qualidade, assegurando informações importantes, além de reduzir custos a longo prazo.”

Para o vice-presidente, é mais uma etapa importante na profissionalização da atividade leiteira. “Vem em benefício do produtor, que sabe a litragem e informações da sua matéria-prima; do transportador, que ganha em agilidade; da indústria e do consumidor, que ganham em qualidade”, frisa. Para ele, o equipamento beneficia os países em desenvolvimento, preparando-os para atender mercados consumidores de leite mais exigentes.

Direção e coordenadores setoriais conheceram novo equipamento, instalado para período de teste de 60 dias em dois caminhões
Direção e coordenadores setoriais conheceram novo equipamento, instalado para período de teste de 60 dias em dois caminhões

Garantias

 

Instalado com o objetivo de qualificar o serviço dos transportadores de leite que atendem à Languiru, o equipamento, desenvolvido pela Tecnocon, do Grupo Arsopi, realiza coleta automática de amostras, além de apontar a temperatura do leite e identificar o nome do produtor, garantindo a rastreabilidade do produto. De maneira prática, esses dados são repassados à cooperativa via USB.

“Com o equipamento, a litragem coletada nas propriedades rurais dos associados da Languiru é exata. Além disso, o trabalho dos transportadores também é facilitado, garantindo a qualidade do produto. Não há mais contato dos transportadores com o leite”, avalia o transportador Elói Wiebusch, que se diz bastante otimista com o novo instrumento. “Todos saem ganhando com isso, é uma ferramenta justa. É um sistema muito importante para o futuro da produção leiteira, seguindo o exemplo de sucesso de outros países que já utilizam o medidor de vazão há mais de 25 anos. A longo prazo, o investimento se paga”, afirma.

Os irmãos Ricardo e Paulo Mattes também elogiam o novo equipamento. “É muito prático, sem que tenhamos contato com o produto. O aparelho mostra a temperatura exata do leite e permite a impressão de ticket a ser entregue ao produtor e à indústria; permite exatidão do volume de leite; e coleta amostra uniforme e proporcional ao volume, analisando a qualidade do produto para o laboratório. Anteriormente era utilizada uma concha para coleta e amostragem do produto”, destaca Paulo.

Trabalho do transportador de leite é facilitado com o novo equipamento
Trabalho do transportador de leite é facilitado com o novo equipamento

“Estamos realizando testes pelo período de 60 dias, mas já está comprovado que funciona bem. Este primeiro caminhão é um projeto piloto, mais tarde o objetivo é ampliar, uma vez que requer investimento elevado. Porém, é um investimento que a longo prazo compensa. Acima de tudo, trabalhamos com tecnologia, seguindo a tendência de mercado”, acrescenta Renato.

Para eles, o novo equipamento é mais um exemplo de que o leite deu um grande passo no que se refere ao uso de tecnologia e à qualidade. “Esses investimentos nos levam para um novo caminho, de termos cada vez mais tecnologia e menos contato manual com o produto, assegurando a sanidade e a qualidade. O leite é um alimento perecível e, por isso, devemos ter muito cuidado”, frisam.

Os Mattes reforçam a preocupação da cooperativa com a qualidade de seus produtos. “Realizamos diversos cursos em parceria com a Languiru, é uma preocupação constante da cooperativa oferecer produtos de qualidade. Os clientes podem comprar o produto com 100% de garantia, sem nenhum risco para a saúde. É mais uma ferramenta nesta cadeia, que se junta a todos os cuidados na industrialização do leite. A qualidade e a segurança do produto são o principal objetivo desses investimentos e novas tecnologias”, concluem.

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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