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Programa de energias renováveis – Languiru compartilha resultados com o Departamento Internacional da Confederação de Cooperativas da Alemanha

25/03/2017

A parceria entre o Sistema Ocergs/Sescoop-RS e a DGRV (Departamento Internacional da Confederação de Cooperativas da Alemanha), que deu origem a projeto de cooperação bilateral com o intuito de fortalecer as estruturas do cooperativismo no setor agropecuário do Rio Grande do Sul, pautou encontro realizado no dia 24 de março na Sede Administrativa da Languiru. A cooperativa teutoniense, como uma das integrantes do projeto, apresentou os resultados que vem alcançando com as políticas de investimentos em energias renováveis. O engenheiro ambiental da Languiru, Tiago Feldkircher, e o coordenador de máquinas e equipamentos, Neodi Elias Tischer, receberam a comitiva.

Grupo fez anotações sobre o projeto de biogás e elogiou a iniciativa da Languiru (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

Representaram a Ocergs o superintendente Gerson José Lauermann, o gerente de monitoramento José Máximo Daronco e o analista de monitoramento Matheus Loro da Soledade. Pela DGRV, estiveram presentes o diretor de projeto Arno Boerger, o coordenador de projeto Cristoph Plessow e a perita Beatriz Fuchs Leal. Também estiveram presentes o consultor independente da GFA, Jan Marius Tillmans, o representante do Ministério da Agricultura da Alemanha, Ulrich Hermann Kleinwechter, e o tradutor Luís Marcos Sander.

 

Apresentação institucional

 

Num primeiro momento, Feldkircher relatou o histórico da cooperativa e compartilhou alguns números relativos ao setor primário, como número de associados e setores de produção. Da mesma forma, falou da área de captação da matéria-prima para as indústrias. “Existe uma situação favorável de utilização de material orgânico para o processo de biodigestão, uma vez que 85% da produção vem de um raio de no máximo 30 quilômetros”, lembrou. Para finalizar a apresentação institucional, foram exibidas fotos das unidades estratégicas de negócio e o vídeo institucional da Languiru.

 

Biogás e novos projetos

 

Em seguida, foram apresentados os investimentos e resultados da cooperativa nas pesquisas sobre energias renováveis. Feldkircher revelou que a cooperativa gera, na Unidade Produtora de Leitões (UPL) de Bom Retiro do Sul, cerca de 130 metros cúbicos de dejetos, que podem ser utilizados para produzir biogás. Estão sendo realizadas pesquisas para utilização desse biogás na geração de energia elétrica para a unidade, além da utilização para aquecimento, que já é realizada de forma experimental. “Nos biodigestores da UPL ainda precisamos melhorar o controle da agitação e da temperatura”, considerou. Para justificar a viabilidade do projeto, o profissional mostrou gráficos que comparavam as quantidades de biogás e metano produzidos pelos biodigestores.

Feldkircher apresentou os resultados obtidos até o momento com o projeto de biogás em granja de suínos da cooperativa

Feldkircher ainda comentou que o governo estadual criou um projeto de lei para investir e incentivar energias renováveis. Lembrou que muitas empresas necessitam tratar dejetos de aves, de suínos e de bovinos. “Na Languiru temos a possibilidade de tratar o lodo das estações de tratamento de efluentes, a gordura das caixas frigoríficas, dejetos das propriedades rurais, entre outros materiais a partir desse modelo de biodigestão”, citou. Feldkircher revelou que a cooperativa está contribuindo num estudo, em parceria com a Univates, que consiste na mistura desses materiais para produzir biogás. “Estamos nos cercando de informações, pois é uma possibilidade de atender questões ambientais e reduzir custos de energia”, explicou. 

 

O projeto na ótica dos visitantes

Tillmans destacou a tradição e o protagonismo da Languiru no acordo bilateral entre Brasil e Alemanha. Como exemplo, citou a gradativa inserção de maquinário agrícola da multinacional Claas. Sobre o projeto de biogás, revelou que tomou conhecimento do mesmo por meio da Ocergs. “Achei uma boa prática de parceria público-privada. Com certeza um exemplo a ser replicado em outras cooperativas em nível regional e nacional”, afirmou.

Para Lauermann, o processo de industrialização na Languiru é similar ao das cooperativas do Paraná, onde se destaca a agregação de valor à produção primária. Pondera que este modelo dinamiza toda a região, certo de que promove renda e desenvolvimento à população. “Talvez as cooperativas paranaenses tenham uma diversificação maior em seu processo de industrialização. Atualmente, 40% do movimento econômico vem de produtos industrializados”, acrescentou.

Segundo Lauermann, o cooperativismo é a resposta para alavancar o crescimento de uma nação. Como exemplo, cita o Brasil, que nos últimos dois anos apresentou recessão, com a economia decrescendo 4% ao ano. Por outro lado, ressalta que as cooperativas brasileiras apresentaram crescimento de até 15% superior aos índices da inflação. “Este desempenho é fruto do trabalho e da dedicação dos cooperados e da gestão das cooperativas”, define.

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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