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Produtores da Languiru participam de palestra sobre conforto animal e produção leiteira

17/05/2016

Recentemente o Setor de Leite do Departamento Técnico da Cooperativa Languiru promoveu a palestra “Monitoramento de conforto e bem-estar em sistemas confinados free stall e compost barn”. Tendo como palestrante o médico veterinário Marcelo Cecim, especialista em produção animal e comportamento reprodutivo, professor do curso de Medicina Veterinária na Universidade Federal de Santa Maria, o evento, gratuito, ocorreu na sala de reuniões da Associação dos Funcionários da Languiru.

Evento ocorreu na sala de reuniões da Associação dos Funcionários da Languiru, em Teutônia (Fotos - Leandro Augusto Hamester)
Evento ocorreu na sala de reuniões da Associação dos Funcionários da Languiru, em Teutônia (Fotos – Leandro Augusto Hamester)

Comportamento do rebanho

 

Conforme Cecim, a melhor maneira para identificar se um sistema de criação é adequado depende da observação dos animais. “Nos últimos anos tenho visto e aprendido muito ao observar a vaca, procurando entender o que ela está tentando nos dizer. As 24 horas de uma vaca moderna estão divididas em cinco horas comendo, 12,5h deitada, três horas ordenhando, 1,5h presa, uma hora de convívio social, uma hora bebendo e nenhuma hora parada”, resumiu.

Conforme o palestrante, o maior desafio de hoje é possibilitar que o animal permaneça, no mínimo, 12,5h deitado. “É neste momento que a vaca rumina e gera leite. Quanto mais ruminar, mais leite irá produzir. Uma vaca parada, sem fazer nada, como se estivesse pensando, é uma vaca que não está bem. Pode estar com medo, com dor ou começando a desenvolver alguma doença”, exemplificou Cecim, acrescentando que uma vaca começa a dar sinais de que vai ficar doente 10 dias antes.

Entre os sinais que podem representar algum problema, ele destacou a redução de alimentação, caminhada mais lenta e com orelha caída, entre outros. “Infelizmente não temos como medir isso. Talvez o primeiro sinal que nos permite medir que as vacas não estão contentes é aferindo a sua ruminação. O que as vacas esperam ter na vida para deitar, o que alegra uma vaca: rotina, ócio, cama seca, sombra, água morna e espaço”, explicou, acrescentando que um dos grandes desafios para a produção de leite no Sul do Brasil é a umidade.

Médico veterinário Marcelo Cecim
Médico veterinário Marcelo Cecim

Paralelamente a isso, Cecim também exemplificou fatores que estressam a vaca: falta de tempo, excesso de calor, falta de água, más companhias e cama molhada.

Rentabilidade

“A vaca que está bem é a vaca que nos dá mais dinheiro. Não preciso, necessariamente, ter uma produção maior de leite para ter um maior retorno financeiro. Além de focar na produção de leite de qualidade, o que aumenta a rentabilidade na produção é a vida produtiva do animal, medida por lactações. Hoje, os índices brasileiros são de 3,5 lactações por animal, enquanto que na Nova Zelândia chega a 6,6 lactações, e isso impacta diretamente em retorno financeiro”, afirmou Cecim.

Melhor sistema

O palestrante foi enfático: não existe mágica, tudo é um trabalho de observação. “Não se encantem com um sistema. Quem faz o sistema é quem cuida dele. O que mais importa é que o produtor observe o que a vaca nos diz. Cada caso é um caso.”

Para ilustrar seus pontos de vista, Cecim apresentou diferentes fotografias, com exemplos de free stall e compost barn, além de erros de manejo.

Coleira

Ao final da palestra, foi apresentada coleira que auxilia na coleta de dados de ruminação, atividade e ócio, 24 horas por dia, sete dias por semana, armazenando esses dados em uma memória interna.

“Os sensores possuem alta sensibilidade, captando o movimento do animal constantemente. Um software processa as informações coletadas pela coleira e emite alertas sonoros e visuais, além de oferecer relatórios detalhados”, frisou o representante da empresa Chip Inside, sediada no Polo de Inovações Tecnológicas e Sociais de Santa Maria, Leonardo Martins.

“O uso dessa tecnologia qualifica o trabalho, com mais planejamento do que trabalho braçal. Assim se ganha mais dinheiro, mas precisa saber e usar a informação”, acrescentou, detalhando o funcionamento do pacote tecnológico voltado para o monitoramento de saúde animal e detecção de cio.

A Languiru, por meio das lojas Agrocenter, possui parceria com a Chip Inside para divulgar e tornar a coleira mais acessível para produtores associados, com a possibilidade de compra e aluguel dos colares. “É uma tecnologia nova à disposição dos produtores, com serviço de acompanhamento profissional, ferramenta tecnológica que busca facilitar a vida dos produtores”, concluiu Martins.

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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