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Presidente da Languiru fala da cadeia leiteira em reunião de lideranças do Sindicato de Trabalhadores Rurais

02/03/2017

No início do mês de março o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teutônia/Westfália (STR) realizou Encontro do Conselho de Lideranças da entidade em sua sede, no Bairro Languiru. Na primeira reunião de 2017, representantes da Secretaria da Saúde de Teutônia falaram de campanha de vacinação contra a febre amarela, com foco no trabalho de prevenção; o presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, palestrou sobre perspectivas do setor lácteo gaúcho para os próximos meses; e profissionais abordaram questões relacionadas à produtividade do milho e ao Programa Troca-Troca/RS.

Bayer falou sobre cenários e perspectivas para a cadeia produtiva do leite, pedindo a união de esforços (Fotos: Leandro Augusto Hamester)

“Este encontro é um momento muito importante, que sempre aborda temas relevantes e de interesse dos produtores rurais, além de apresentar algumas das ações desenvolvidas e planejadas pelo Sindicato. É fundamental o envolvimento das nossas lideranças comunitárias”, destacou a presidente do STR, Liane Brackmann, reafirmando a importância da palestra de Bayer. “A produção leiteira é muito representativa e a grande maioria dos nossos associados, assim como dos associados da Languiru, é de produtores de leite.”

 

Tradição e desenvolvimento

 

O presidente da Languiru, Dirceu Bayer, palestrou sobre o tema “Tradição e desenvolvimento da atividade leiteira na região”, considerando que o Vale do Taquari é uma das principais bacias leiteiras do Estado. “Contamos com boas condições para produzir, principalmente em se falando do clima e da água. No entanto, há pontos em que precisamos evoluir. Uma de nossas maiores dificuldades está relacionada à escassez de mão de obra, o que encarece o custo de produção”, disse.

Para ele, o trabalho de orientação e assistência técnica aos produtores é fundamental. “Deve haver esta troca constante de experiências e de aprendizado, atendendo às exigências de qualidade e de legislação. Nesse contexto, o trabalho desenvolvido pelo Departamento Técnico da Languiru e pela equipe do Sindicato é muito importante, buscando constantemente o envolvimento e a aproximação com os produtores rurais”, enumerou.

Bayer ainda falou dos benefícios para a saúde do consumo de leite e dos volumes mundiais de produção e consumo. “O Brasil possui 1,3 milhão de produtores de leite e o Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor, atrás apenas de Minas Gerais. A tendência para os próximos anos é de um aumento mundial da produção de leite. Países em desenvolvimento oferecem condições climáticas favoráveis para a atividade, permitindo o pastoreio dos animais na maior parte do ano, diminuindo os custos de alimentação, de mão de obra e de capital empregado”, explicou.

Presidente da Languiru, Dirceu Bayer (e), e presidente do STR, Liane Brackmann

 

Importação

 

O presidente se disse preocupado com os volumes de importação de leite em pó de países vizinhos, como Argentina e Uruguai. “A importação de leite em pó para o Brasil duplicou de 2015 para 2016. Por outro lado, as exportações brasileiras são, em geral, pouco competitivas, dependendo da situação do mercado externo. Paralelamente a isso, o forte aumento de produção no país levou à plena disponibilidade de leite, enfraquecendo preços de leite cru ao produtor e também no atacado e no varejo”, lamentou Bayer, sugerindo que é necessário unir esforços diante dessa situação. “A redução de impostos para quem importa e a queda na cotação do Dólar facilitam a entrada de leite em pó estrangeiro no Brasil, o que prejudica muito a cadeia leiteira local. Importante esclarecer que não somos contra a importação, até pelo fato de que o Brasil precisa de relações comerciais internacionais, mas que essa comercialização seja em volumes que não tragam problemas aos produtores e à indústria brasileira. O associativismo é a única saída para a sustentabilidade dos pequenos produtores”, afirmou, apresentando indicadores da disparidade dessa balança comercial: em 2016, o Brasil importou 241,1 milhões de quilos de leite em pó, diante de apenas 56 milhões de quilos exportados, diferença superior a 185 milhões de quilos.

Sobre perspectivas financeiras para o setor, Bayer adiantou que os preços que chegaram a ser pagos em 2016 não retornam mais, apesar da expectativa de melhora. “O que mais pode beneficiar a rentabilidade da cadeia leiteira é a redução do custo de produção. Porém, um grande problema é a ociosidade nas plantas industriais pela falta de matéria-prima. Hoje, a ociosidade da capacidade industrial instalada no Rio Grande do Sul chega a 30%, sendo que, num cenário ideal, esse índice deveria ser de, no máximo, 15%. De fato, o ano de 2016 foi muito difícil, mas estamos fazendo o melhor pela Languiru e pelos nossos associados”, concluiu o presidente.

 

 

 

 

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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