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Planejamento da lavoura

De olho no plantio, associados participam de palestra online sobre meteorologia

12/08/2021

Leandro Augusto Hamester

Perspectivas do clima foram abordadas no Encontro de Associados da Languiru, com a participação da meteorologista Estael Sias

“O clima interfere nos custos de produção e na vida das famílias, interfere no planejamento de toda cadeia produtiva. Frio, geada, calor, excesso ou falta de chuva impactam no cultivo das lavouras, na geração de energia, no dia a dia das pessoas”, sentenciou a meteorologista Estael Sias, diretora geral da MetSul Meteorologia, palestrante no Encontro de Associados da Cooperativa Languiru.

Realizada no formato digital, mais de 100 pessoas acompanharam a programação desenvolvida no dia 11 de agosto com o tema “Perspectivas do clima para planejamento da lavoura”. De caráter técnico e de cunho informativo, o evento tende a se tornar periódico, com novas edições abordando temas de interesse do quadro social.

Realizada no formato digital, palestra do dia 11 de agosto abordou o tema “Perspectivas do clima para planejamento da lavoura” (Fotos: Divulgação Cooperativa Languiru / Reprodução)
Realizada no formato digital, palestra do dia 11 de agosto abordou o tema “Perspectivas do clima para planejamento da lavoura” (Fotos: Divulgação Cooperativa Languiru / Reprodução)

Cenário

O presidente da Languiru, Dirceu Bayer, falou de projetos para o segundo semestre de 2021 e avaliou o atual cenário do agronegócio, reforçando a importância da temática clima. “Com os problemas climáticos que atingiram, principalmente, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, constatamos a redução de oferta do milho, elevando o custo de produção no campo. O mercado das carnes sofreu muito com isso, especialmente no primeiro semestre, e a Languiru também sentiu esse impacto, uma vez que o segmento representa importante fatia dos negócios da Cooperativa.”

Por outro lado, Bayer se mostrou otimista para o desempenho do segundo semestre. “Há a expectativa de que o cenário melhore, o que já estamos percebendo no segmento avícola. A Languiru retomou o alojamento no campo e o volume de produção no frigorífico.”

O que esperar do clima

A meteorologista Estael Sias conduziu a palestra “O que esperar do clima para planejar a safra de verão?”. Trouxe um resumo histórico e comportamento do clima em 2020 e 2021, além de prognósticos para os próximos trimestres. “O ano passado foi de chuva escassa. Mesmo que ocorreram períodos de precipitação acima da média em alguns meses de 2021, os últimos 12 meses não recuperaram o que estava faltando.”

Adiantou que o inverno ainda teria, pelo menos, mais uma onda de frio significativo. “Em 2020 também tivemos frio tardio, até com geadas na Fronteira. Diferentes modelos projetam chuva abaixo da média nos meses de setembro, outubro e novembro. É uma informação importante nesse momento de planejamento e plantio, com a chuva como relevante nessa época e, depois, para manutenção da lavoura”, disse Estael, alertando ainda para o risco de granizo a partir do frio tardio na primavera.

O prognóstico para o período de novembro a janeiro é de chuva dentro ou abaixo da média. “O déficit maior de chuva deve ocorrer em janeiro, seguindo com níveis abaixo da média em fevereiro e março de 2022”, explicou.

Procurando detalhar as projeções por região, o Vale do Taquari não apresenta déficit muito grande, embora ainda se tenha preocupação no verão. Em termos de temperatura, setembro fica dentro da normalidade, com outubro, novembro e dezembro mais frio que o normal, seguindo para janeiro, fevereiro e março mais quente que a média. “Há bastante variação de um modelo climático para outro. Acredito que a temperatura, no geral, ficará próxima da média, com períodos curtos de frio, com alguma geada até o começo de outubro, muito mais na fronteira com o Uruguai”, adiantou.

Respondendo perguntas dos associados e considerando a ampliação da área de atuação da Languiru, Estael também falou de outras regiões. “Na Campanha e Zona Sul, risco de geada vai até outubro; já na região do Vale do Taquari, Rio Pardo, Planalto e Serra, o risco de geada depois da segunda metade de setembro é bem menor. A região da Costa Doce, com a presença da Lagoa dos Patos, tem, sim, situação mais confortável quanto ao volume de chuva, principalmente no verão, com a característica de pancadas isoladas que, muitas vezes, é o que salva a lavoura”, concluiu.

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