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Outubro Rosa – Prevenção ainda é a melhor alternativa para combater o câncer de mama

23/10/2017

Os sintomas podem se manifestar em mulheres de todas as idades, no entanto, costumam ter maior incidência na fase adulta. Tudo começa com o aparecimento de um nódulo no seio ou até mesmo uma secreção com sangue pelo mamilo. Outros sinais podem ser mudanças na forma da mama ou do mamilo. Eles podem aparecer ao fazer uma refeição, ao assistir um filme, ao praticar um esporte ou mesmo no banho. Não importa dia, local e hora.

No dia 09 de outubro, colaboradores vieram trabalhar vestidos com peças de cor rosa para simbolizar a luta contra o câncer de mama (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

O câncer de mama tem sido uma “dor de cabeça” tanto para as mulheres acometidas pela doença, como para familiares e médicos que conduzem tratamentos. Novidades sobre possíveis métodos de cura surgem a todo instante, no entanto, os avanços da ciência ainda continuam tímidos. Em 2016, se constatou que um a cada quatro tipos de câncer que afetam as mulheres é o de mama, segundo dados da Agência Internacional da Pesquisa do Câncer. Esta constatação talvez explique o aumento da busca por métodos de prevenção.

Ainda em 2016, durante o lançamento da campanha nacional do Outubro Rosa do Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer (INCA), foi apresentado que as mamografias cresceram 37% no país. O período comparado foram os primeiros semestres de 2010 e 2016, verificando-se uma evolução de 1,6 milhão para 2,2 milhões de diagnósticos no Sistema Único de Saúde (SUS). No mesmo ano, o INCA divulgou que 66,2% dos casos são descobertos pelas mulheres ao notar algo diferente na mama.

 

Autoexame e tratamento

 

No dia 19 de outubro foi celebrado o Dia Internacional do Câncer de Mama, data de referência para o Outubro Rosa, uma campanha mundial para disseminar informações sobre o tema. De uma forma geral, a medicina tem incentivado o uso de medidas que visam a precaução, em função do conhecimento que já se tem sobre este tipo de câncer.

Encontros de conscientização esclareceram dúvidas das colaboradoras

O autoexame tem sido uma alternativa eficiente e sem custos, uma vez que estimula a mulher a conhecer o seu corpo. Essa metodologia enfoca a alternância de toques na mama com o intuito de descobrir a presença do nódulo. Já para as mulheres que chegaram aos 40 anos, o mais indicado ainda é realizar a mamografia, exame que pode detectar a ausência ou presença da doença. Esse processo pode ser feito uma vez por ano, sendo indicado, especialmente, para mulheres que tenham histórico de câncer de mama na família. Nesse caso, é recomendado fazer o exame antes dos 40 anos. Se confirmada a presença de algum nódulo, dependendo a fase, inicia o tratamento a base de quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

 

Recursos Humanos promove conscientização

 

Com o intuito de marcar a passagem do Outubro Rosa, o Setor de Recursos Humanos da Languiru organizou diversas ações ao longo do mês. No dia 09 de outubro, tanto homens como mulheres foram convidados a vestir alguma peça rosa na ação denominada como “Desafio Rosa”. A iniciativa contou com a parceria de colaboradores de unidades industriais, administrativas, comerciais e de varejo da cooperativa.

Aneli enfatiza que as pacientes devem manter o otimismo para superar a doença

No dia 19 de outubro ocorreram sessões de orientação na Sede Administrativa, no Bairro Languiru. As atividades foram conduzidas pela enfermeira da Unimed, Franciele Possebom, e pela enfermeira corporativa da Languiru, Simone Heemann. Foram salientadas medidas preventivas no intuito de reforçar a importância do exame pré-câncer e da mamografia, além de sanadas dúvidas das colaboradoras.

Também foram disponibilizados cartazes nas unidades alertando as mulheres sobre cuidados com o câncer de mama e organizadas outras ações em unidades industriais da Languiru: A mobilização teve como objetivo lembrar clientes, colaboradores e associados da importância de realizar o exame preventivo e de cuidar da saúde como um todo. Todas as ações foram voltadas a um momento de interação e de sensibilização entre as equipes, deixando a mensagem de que pequenas atitudes podem salvar vidas.

 

“É preciso acreditar que podemos vencer a doença”

 

Até o segundo semestre de 2014, a produtora rural Aneli Diehl Messer (59), seguia uma vida normal em Linha Wink, município de Teutônia. No mês de julho, com o intuito de fazer exames de rotina, se dirigiu até o posto de saúde do Bairro Languiru. No atendimento, a médica plantonista sugeriu a realização de exames preventivos, em função da faixa etária da associada. Uma semana após os exames, percebeu um nódulo no seio e começou a desconfiar, o que fez Aneli agendar uma mamografia no Hospital Ouro Branco, em Teutônia: “Levei o resultado no posto de saúde e, imediatamente, consultei um ginecologista que me encaminhou para o Hospital Bruno Born, em Lajeado”, relembra.

Ela fez consultas e exames até o fatídico 29 de outubro, dia em que descobriu que o nódulo que a atormentava era um tumor maligno, não restando outra alternativa que uma cirurgia. A família ficou angustiada com a situação: “No início foi um choque. Chegava a chorar escondida em casa, no entanto, mantive pensamentos positivos e decidi enfrentar a doença”, confessa.

Em janeiro de 2015 iniciaram as sessões de quimioterapia, classificadas pela produtora rural como o “pior momento”. Num primeiro instante, em função da queda de cabelo, causada por oito sessões mais “fortes”, Aneli começou a usar uma peruca emprestada por uma amiga que havia passado pelo mesmo drama. A mudança de visual gerou uma situação inusitada, que até é relatada com bom humor pela associada: “Um dia tive que ir na área de forragens do Agrocenter Languiru. Pensava muito no que as pessoas iriam achar de mim e acabei passando mal. Sentei no banco do lado de fora e liguei para o meu filho, que recém havia entrado na loja. Queria pedir para ele me levar para casa. Na hora que atendeu o telefone, perguntou onde eu estava. Ele passou por mim e não me reconheceu lá fora”, conta.

De junho de 2015 até março de 2016, após os primeiros tratamentos, ainda foram necessárias 27 sessões preventivas de quimioterapia e 35 sessões de radioterapia, todas em Lajeado. Hoje, o tratamento do câncer continua à base de comprimidos e check-ups de seis em seis meses no Hospital Bruno Born. Apesar disso, a produtora rural leva uma vida normal, contribuindo na ordenha e trato das vacas. “Também cozinho, lavo roupa e ainda faço a faxina da casa”, acrescenta.

Liga Feminina de Combate ao Câncer de Teutônia mantém expediente nas terças e quartas-feiras à tarde

Fé, perseverança e coragem são palavras que dizem muito para Aneli. Ela entende que as mulheres precisam conhecer o seu corpo, ou seja, executar com frequência o autoexame. Além disso, enfatiza a necessidade de fazer exames preventivos, como a mamografia. “Se diagnosticado com antecedência, as chances de tratamento são muito grandes”, reitera. A produtora rural também ressalta a importância da família para superar o trauma e fortalecer a autoestima da mulher. Por fim, reforça que o fator psicológico é essencial para enfrentar o câncer de mama: “Não adianta os outros darem força se a própria mulher não acreditar que pode vencer a doença. É preciso ter foco e tentar levar uma vida normal”, aconselha.

 

Liga Feminina de Combate ao Câncer de Teutônia

 

Uma entidade que vem dando um belo exemplo no combate à doença e no suporte aos pacientes e familiares é a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Teutônia. Os trabalhos são conduzidos por voluntárias que atuam em várias frentes, desde sanando dúvidas até a organização de eventos e o amparo às mulheres que sofrem de algum tipo de câncer, em especial o de mama e o de colo do útero. A sede está localizada na Rua Geraldo Snell, n° 662, no Bairro Teutônia, próximo à loja Certel. Ao lado da sede, há uma loja que comercializa vários itens personalizados, como baby looks e toalhas. O atendimento ocorre nas terças e quartas-feiras, das 14h às 17h. Mais informações pelo fone (51) 99160-2788.

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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