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“O produtor precisa gostar do rebanho para seguir motivado a produzir leite”

20/05/2019

No mês de março a Languiru instituiu programa que bonifica o incremento da produção de leite dos associados da cooperativa. Tomando por base sempre o volume de produção do mês anterior, o excedente representa bônus de R$ 0,25 por litro. O prêmio pela produtividade contempla os meses de março, abril, maio e junho, com pagamento do bônus cumulativo no mês de julho, na forma de vale-compras a ser usufruído em até um ano em qualquer unidade da cooperativa (Supermercados, lojas Agrocenter, Fábrica de Rações e Postos de Combustíveis Languiru).

Conforme o gerente de fomento do Setor de Leite da Languiru, Mauro Aschebrock, a iniciativa busca a manutenção e valorização da cadeia produtiva, sendo extensiva a todos os produtores de leite associados, independente do volume produzido. “Nesta época do ano, especialmente de janeiro a abril, é normal um decréscimo dos volumes de produção a campo, o que acaba originando ociosidade industrial. O programa busca justamente incentivar o incremento produtivo na propriedade dos associados, o que reflete no melhor aproveitamento da capacidade instalada na Indústria de Laticínios da Languiru”, destaca.

Até o momento, o programa já possibilitou o incremento de mais de um milhão de litros de leite. Considerando os produtores que registraram evolução nos seus volumes de produção, a média de crescimento é de aproximadamente 5,5%, tomando por base os meses de março e abril. “São apenas dois meses contabilizados, e os produtores já somam crédito a receber a partir do incremento. Isso acaba gerando uma reação em toda cadeia produtiva do leite”, avalia Aschebrock.

 

Produção evolui em mais de 70%

 

“Este programa da Languiru valoriza todos os produtores de leite, independente de ser pequeno ou grande. Incentiva a buscar mais produção para ter acesso ao bônus, e veio num bom momento”, destacam os associados Milton (62) e Glaci Führ (64), com propriedade rural em Linha Forqueta Baixa, município de Arroio do Meio.

Milton (e) e Glaci Führ com o técnico Dilson Fredrich: “na cooperativa tu sabe onde procurar quando precisa de ajuda”

Integrantes do quadro social há cerca de três anos, o plantel conta com 32 animais e a evolução no volume de produção é superior a 70% de fevereiro a abril. Segundo o casal, isso está diretamente relacionada ao incremento na quantidade de vacas em lactação e à concentração de parições no período. “O programa é muito bem-vindo. Todo valor extra que se recebe é importante e será bem investido na atividade leiteira, com a compra de insumos como adubo e ureia para o plantio, ração para os animais ou até compras no Supermercado e loja Agrocenter Languiru”, revela Glaci.

Milton acrescenta que iniciativas como essa incentivam o produtor de leite a seguir na atividade e a buscar por mais volume de produção, valorizando ainda o trabalho de assistência técnica. “Na cooperativa tu sabe onde procurar quando precisa de ajuda”, conclui.

 

Valor para reinvestir

José Inácio Lauermann (e) e o técnico Tiago Schneider: “a partir desse incentivo procuramos ‘apertar’ para receber um pouco mais”

Com propriedade em Linha Esperança, município de Maratá, José Inácio Lauermann (49) e Ivanete Lauermann (48) integram o quadro social da Languiru há 11 anos. No momento com 14 vacas em lactação, a propriedade registrou incremento superior a 22% no primeiro mês em que o programa de bonificação esteve em vigor, baseado na parição de animais e no incremento na alimentação. “A possibilidade de um ganho extra é muito interessante, incentiva a produzir mais. Seria muito bom que a Languiru desse continuidade ao programa, pois temos a expectativa de aumentar a produção principalmente a partir do próximo ano. Com esse incentivo procuramos ‘apertar’ para receber um pouco mais”, avalia José Inácio.

Em virtude de problemas de saúde na família, a propriedade deverá ter seu plantel reduzido ao longo deste ano, com a retomada e previsão de aumento em 2020. “O valor vem muito bem e será reinvestido na compra de insumos e no rancho no Supermercado Languiru. A bonificação é uma motivação para os associados da Languiru, valoriza o cooperativismo”, afirma.

 

Perspectivas de crescimento

 

De março para abril o incremento no volume de produção de leite na propriedade dos Collett, em Arroio do Ouro, município de Estrela, ultrapassou os 10%. Entretanto, o associado Pedro Paulo (38) calcula que a evolução para o mês de maio será ainda maior, “se tudo der certo”, ultrapassando os 32%, baseado nos índices de parição do rebanho no período de março a junho. O rebanho conta com 82 vacas, das quais 66 em lactação.

Pedro Paulo Collett (e) e o técnico Daniel Leonhardt: “não há espaço para brincar no campo” (Fotos: Leandro Augusto Hamester)

Associado há mais de 15 anos, o filho endossa a palavras dos pais João (75) e Therezinha (75), associados da Languiru há cerca de 40 anos. “Os produtores vêm de um período crítico. No último ano, a ‘gordura’ financeira que se tinha foi necessária para o ajuste das contas, com redução do plantel. Toda iniciativa que auxilia o associado é importante”, revela Pedro Paulo.

Com mão-de-obra essencialmente familiar na propriedade, com o envolvimento ainda dos irmãos Luiz e Antônio e do genro Nilson, a diversificação de atividades e a gestão financeira da propriedade são essenciais para superar as oscilações da cadeia produtiva do leite. “É fundamental acompanhar os números, fazer cálculos, saber o custo de produção. Qualquer receita a mais é bem-vinda, até pelo fato de que o trabalho numa propriedade rural é árduo. O produtor precisa gostar do rebanho para seguir motivado a produzir leite. Uma propriedade rural deve funcionar como uma engrenagem”, avalia.

A bonificação que os Collett recebem no mês de julho pelo incremento nos volumes de produção leiteira será reinvestida “no conforto da própria família ou até na atividade leiteira, melhorando o sistema como um todo”. Pedro Paulo conclui afirmando que “não há espaço para brincar no campo”, valorizando o apoio da Languiru. “O cooperativismo tem como um de seus valores a acessibilidade, se precisar de alguma orientação, você tem acesso e sabe com quem conversar, tanto na parte dos técnicos como da diretoria, temos esse suporte”, finaliza.

 

 

 

 

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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