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Novidades no campo – Híbridos para silagem e dicas para qualificar a produção de leite pautam Dia de Campo

10/07/2018

Produtores de leite, técnicos em Agropecuária, vendedores externos e coordenadores de unidades da Cooperativa Languiru participaram de Dia de Campo no mês de junho, promoção do Agrocenter Languiru – Insumos em parceria com o Setor de Leite do Departamento Técnico. Realizado na Associação Cultural e Recreativa de Linha Clara, no município de Teutônia, o evento tratou de temáticas inerentes à atividade leiteira.

Cerca de 50 produtores compareceram ao evento realizado em Linha Clara (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

O representante comercial da Forseed, Júlio César Perin, apresentou os lançamentos direcionados à produção de silagem. O coordenador do Setor de Leite, Fernando Staggemeier, relembrou procedimentos que garantem a qualidade da matéria-prima e o bem-estar dos animais. A reunião também foi acompanhada pelo técnico em Agropecuária do Setor de Leite, Lúcio Wahlbrinck, profissional que atende os associados da região.

Na ocasião, o coordenador do Agrocenter Languiru – Insumos, Adílson Cord, recomendou que os produtores antecipem a compra de fertilizantes em até 30 dias. O intuito é evitar a falta de itens como adubo e ureia nas propriedades dos associados da cooperativa. “Houve um aumento dos preços em função das altas do Dólar, do milho e da soja. Da mesma forma, ocorreu um sensível aumento dos fretes”, explicou.

Cord sugeriu antecipar a compra de fertilizantes em até 30 dias

Cord também agradeceu a parceria dos associados na campanha de Recolhimento de Embalagens de Agrotóxicos Tríplice-Lavadas, iniciativa que ocorreu no mês de junho e que encaminhou mais de 10 mil embalagens à reciclagem. Por outro lado, lamentou ter recebido notícias de que foram encontradas embalagens de defensivos agrícolas no Aterro Sanitário de Teutônia. “Este não é o destino correto, uma vez que é uma prática ilegal. Quem não conseguiu entregar as embalagens este ano, que as guarde em um lugar apropriado na propriedade e participe da campanha no ano que vem”, advertiu.

 

Sementes de milho para safra e safrinha

 

Imagens, estatísticas e comparativos integraram a apresentação da Forseed. Perin explicou que a multinacional chinesa vem para substituir a DOW Sementes, no entanto, manterá os gestores e equipe comercial da empresa anterior. Em seguida, falou sobre o cultivo e variedades de híbridos.

Ele caracterizou pragas que afetam as lavouras de milho, como a Lagarta do Cartucho e a Lagarta da Espiga. Destacou que as principais doenças que atingem os híbridos são a Ferrugem, a Cercosporiose, a Pinta Branca, a Mancha de Turcicon e o Enfezamento Vermelho. “É muito importante ter um milho resistente a doenças”, frisou.

Perin apresentou três variedades de milho destinadas à produção de silagem

Perin salientou que é preciso estar atento a uma série de detalhes para produzir uma silagem de qualidade. Declarou que é preciso selecionar os melhores híbridos, estar atento ao tamanho das partículas na hora da ensilagem e observar a altura do corte da lavoura de milho. “O produtor deve buscar um híbrido com grande número de grãos, de fácil adaptação, que tenha sanidade foliar e tolerância à seca”, acrescentou.

Seguiu com o cronograma e apresentou três híbridos indicados para a produção de silagem. Sobre o Forseed 2B610, comentou que é um híbrido de grande potencial produtivo e para alto investimento, que gera um grande número de grãos e evidencia uma alta sanidade. “É indicado para o milho safra e safrinha”, ressaltou.

Outro híbrido apresentado foi o Forseed 2B533, novo material para silagem de médio/alto investimento, um híbrido moderno para silagem, que confere grande poder germinativo, menor teor de fibras, alta sanidade, alto teor de amido no grão, sendo indicado para os plantios de safra e safrinha pela sua estabilidade e adaptação. “Demonstra uma boa participação tanto na produção de grãos como na produção de silagem”, complementou.

Para finalizar, foi apresentado o híbrido 2B512, um milho mais rústico de médio investimento e indicado para plantio no cedo e no tarde.

 

Qualidade, nutrição e conforto

 

Staggemeier dividiu a sua apresentação em três etapas. Num primeiro momento, destacou que o leite é uma questão de saúde pública e analisou a implementação da nova portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Apontou as causas e formas de solucionar síndromes do leite como a Crioscopia e o Leite Instável Não Ácido (LINA). “O LINA é causado por subnutrição, elevada ingestão de água antes da ordenha, baixo teor de energia da dieta e estresse térmico”, explicitou.

Staggemeier apontou as causas e métodos para resolver síndromes do leite

Num segundo momento, Staggemeier trouxe informações sobre o metabolismo da vaca. Observou que ela pode comer, por dia, um volume de comida em matéria seca equivalente a até 4% do seu peso vivo. Ainda destacou que uma vaca precisa beber 2,6 litros de água para produzir um litro de leite, percentual que pode dobrar no verão. “O rúmen é o motor da vaca. É um órgão constituído por bactérias que fazem a digestão dos alimentos, ou seja, quando estamos dando comida para a vaca estamos alimentando essas bactérias”, ensinou.

O ambiente ideal para manejar o gado leiteiro foi o terceiro aspecto discutido. O engenheiro agrônomo acentuou que as vacas precisam de um ambiente espaçoso e ventilado para produzir mais. Nesse sentido, exibiu imagens de diferentes tipos de galpões de climatização na área de atuação da Languiru. Para finalizar, compartilhou números sobre o volume de leite captado pela cooperativa e municípios de origem desta matéria-prima.

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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