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Mexicanos procuram a Languiru para projeto de engorda de terneiros

16/03/2017

No dia 15 de março a Cooperativa Languiru recebeu a visita de mexicanos que buscam parcerias no Brasil para projeto de engorda e abate de terneiros machos. Os irmãos Carlos Villarreal Tricio e Ricardo Villarreal Tricio, da empresa familiar Crianza Suprema, localizada em Torreon, no México, acompanhados do diretor da empresa Alfa México, Eros Milanez, e do gerente administrativo para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, João Duarte, foram recebidos pelo vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier, pelo coordenador do Setor de Leite do Departamento Técnico, Fernando Staggemeier, e pelo técnico em agropecuária Lúcio Wahlbrinck.

Kreimeier apresentou a cooperativa e enalteceu a diversidade de negócios da Languiru, mencionando a produção profissional de recria de terneiras. “Hoje, o macho é um problema para os produtores”, enumerou. O vice-presidente ainda falou do trabalho focado na permanência dos jovens no campo e dos incentivos à qualificação profissional de colaboradores, associados e filhos de associados.

 

Volume produtivo

 

Carlos Villarreal Tricio destacou que o negócio da carne exige volumes de produção, com uniformidade, constância e qualidade. “Há sete anos o México também tinha os terneiros machos como um problema, mas hoje se tornou uma opção de negócio para carne. Compramos grandes lotes de animais e investimos constantemente na melhora de processos produtivos, com o intuito de reduzir o custo de produção para toda a cadeia. O ciclo depende de investimento, melhor preço e maior volume”, explicou o diretor geral da Crianza Suprema.

A propriedade familiar, com 65 mil vacas leiteiras, produz dois milhões de litros de leite por dia e abate 150 mil terneiros machos por ano. Além do leite e da carne, as empresas da família ainda contam com estufa de tomates. Todo o grupo familiar conta com cerca de cinco mil funcionários.

“Também somos produtores, criamos a cadeia para o terneiro macho. Nosso negócio requer que sejamos muito eficientes, para poder pagar mais e assim ter mais volume”, acrescentou Ricardo Villarreal Tricio.

Representantes da empresa familiar Crianza Suprema, localizada em Torreon, no México, foram recebidos na Sede Administrativa da cooperativa (Foto: Leandro Augusto Hamester)

Segundo Milanez, a intenção dos mexicanos é comprar os terneiros no Brasil para engorda até 300Kg, depois vender esses animais para o frigorífico que termina a engorda e procede com o abate. “Esse frigorífico necessita quantidade e padrão. Eles pretendem investir no Sul do Brasil para esta fase inicial de engorda, com a segunda etapa em São Paulo. É uma oportunidade de construção de valor para os produtores rurais, com o fortalecimento da cadeia”, explicou.

 

Parceria com o Brasil

 

Os irmãos Tricio enalteceram as grandes dimensões do Brasil e destacaram outras qualidades nacionais. “O custo de produção brasileiro é similar ao do México, e o Brasil possui um mercado flexível, com capacidade de exportação de carne para mais de cem países, contra cerca de 20 países que compram a carne mexicana”, frisaram.

Sobre a cadeia produtiva do leite, Carlos revelou que o produtor mexicano ganhava, em março, cerca de R$ 1,05 por litro de leite, sendo que o custo de produção chegava à aproximadamente R$ 0,92. “Se nos pagassem R$ 1,45 por litro, ‘inundaríamos’ o México com vacas leiteiras”, comentou, lamentando problemas com a entrada de leite em pó dos Estados Unidos. “Não há incidência de impostos sobre esta produção, o que afeta o nosso mercado. Hoje, o leite mais barato no mundo é do México, e o nosso preço do leite é mais estável numa comparação com o Brasil.”

No período em que estiveram em visita técnica ao Brasil, eles visitaram empresas e propriedades rurais em São Paulo, no Paraná, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. “Nosso projeto prevê a compra de machos holandeses de um dia no Rio Grande do Sul, com engorda entre 90 e 100 dias, para terminação e posterior abate em São Paulo. Precisamos de, pelo menos, 50 mil terneiros machos por ano. Além de uma oportunidade de negócio, é um trabalho cultural e de incentivo. No México buscamos terneiros de um a quatro dias, diariamente”, elucidou Carlos.

A partir da visita à Languiru, os representantes da Crianza Suprema buscam instalações para início das atividades e estimam pelo menos dez mil terneiros anuais em núcleo local no Rio Grande do Sul. “Estamos alinhados com as cooperativas para fortalecer os produtores rurais”, concluiu Carlos.

 

 

 

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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