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“Languiru sem fronteiras” – Cooperativa prepara “terreno” para se consolidar no mercado chinês

17/10/2017

Um número limitado de organizações possui habilitação para exportar produtos e serviços para todos os continentes. Além de qualidade e produção em escala, é preciso manter contatos estratégicos e buscar novas alianças para seguir competitivo. Para sobreviver é preciso crescer, essa é a lei do mercado.

Vice-presidente da Languiru recebeu mimo do presidente da empresa chinesa, Chu Jiangeng (Fotos: Divulgação Cooperativa Languiru)

A produção de alimentos, que é uma demanda prioritária na humanidade, oferece diferentes possibilidades de negócio. Em função da densidade demográfica e poder de consumo, o continente asiático vem chamando a atenção das empresas brasileiras, na medida em que os clientes habituais já estão fidelizados. E quem está visualizando a expansão da marca no oriente é a Cooperativa Languiru.

Entre os dias 18 e 28 de agosto, o vice-presidente Renato Kreimeier esteve na China. O objetivo da viagem foi retribuir visita do presidente da empresa Huang Shang Huang Food Group (HSH Group), Chu Jiangeng, que conheceu a Languiru no final do primeiro semestre. Outro objetivo da missão foi encaminhar credenciamento para exportar produtos da cooperativa e conferir in loco a demanda de carnes de aves e de suínos.

Renato Kreimeier (ao centro) ao lado do presidente do HSH Group (a sua direita)

 

Impressão positiva

 

Depois de passar por Hong Kong, a agenda iniciou na província de Jiangxi, no Sul da China. A primeira reunião ocorreu na sede do HSH Group e foi acompanhada tanto por diretores do grupo chinês como por generais responsáveis pela moeda chinesa e parcerias com empresas. No encontro, Jiangeng compartilhou as impressões que teve quando da visita à cooperativa.

Reiterou que conhece muitas culturas e, em virtude disso, enalteceu o profissionalismo das estruturas produtiva e administrativa da Languiru. Classificou o modelo de integração de aves e de suínos como “excelente”, assim como ressaltou a diversificação de renda da pequena propriedade rural. Revelou que visitou propriedades de associados da cooperativa e ficou impressionado com o “capricho” nas casas e compromisso do produtor rural com a eficiência. “A cooperativa é uma organização de nível mundial que funciona e inclui as pessoas”, empolgou-se. Jiangeng também destacou a qualidade dos produtos do Frigoríficos de Aves da Languiru, em Westfália, e do Frigorífico de Suínos, em Poço das Antas. O presidente do HSH Group ainda revelou a intenção de trazer o governador da província de Jiangxi para conhecer a área de atuação da Languiru.

Programação contou com visitação às plantas que industrializam produtos de frangos e patos

Kreimeier fez apontamentos sobre a cadeia produtiva da cooperativa e apresentou o vídeo institucional em inglês. Da mesma forma, conheceu um pouco mais sobre o trabalho do grupo chinês, que abate frangos e patos, comercializando os produtos em três mil pontos de venda próprios e franqueados.

A programação seguiu com visitação às plantas que industrializam produtos de frangos e patos. Kreimeier relatou que chama a atenção a industrialização e valorização de peças “atípicas” para nós brasileiros, como cabeça, pescoço, miúdos e pés.

Kreimeier (d) participou de reuniões onde conheceu o trabalho do grupo chinês, que abate frangos e patos, produtos comercializados em três mil pontos de venda próprios e franqueados

 

Gastronomia peculiar

 

Esqueça aquele feijão com arroz, uma massa com molho ou até mesmo um suculento churrasco. Herança de fatos históricos enraizados na cultura, a gastronomia chinesa se caracteriza por oferecer pratos exóticos e temperos picantes.

Kreimeier observou que os chineses preferem comidas “diferentes” aos nossos olhos ocidentais, como cabeça, pescoço, miúdos e pé de frango. O mesmo vale para a carne de suínos. “O pé de frango é considerado uma iguaria na culinária chinesa, sendo preparado de diferentes formas e consumido por todas as classes sociais. Enquanto nós valorizamos carnes nobres de gado, suínos e aves, os chineses valorizam o pé de frango”, explica.

Industrialização e valorização de peças “atípicas” para nós brasileiros, como cabeça, pescoço, miúdos e pés, chamou atenção

Outro fator muito presente na culinária chinesa é o consumo de chás e o uso de temperos mais fortes, como a pimenta, por exemplo. A água é servida morna, tanto no almoço como na janta.

 

Aspectos culturais

 

Kreimeier observou que os chineses valorizam muito o conhecimento, tanto que o governo continua investindo “pesado” na melhoria da infraestrutura das instituições de ensino, e o aprendizado é gratuito em todos os níveis. O vice-presidente se impressionou com o perfeccionismo da cultura chinesa, aproveitando cada detalhe em qualquer que seja o procedimento. “Eles valorizam o simples”, acrescentou.

Em restaurantes e supermercados, clientes escolhem o peixe vivo que desejam comprar para preparar em casa ou consumir no local

Ele comentou que a excessiva poluição causada pelos automóveis tem preocupado a China, na medida que o governo tem incentivado o uso da energia solar e biocombustíveis. Inclusive, uma expressiva parcela dos veículos já é elétrica e usufrui de pontos de recarga de bateria nas cidades.

Kreimeier contou que os prédios são construídos a partir de pré-moldados e o bambu é muito utilizado para montar andaimes. Outro fato curioso refere-se às “agrovilas”, conjuntos habitacionais organizados pelo governo com o propósito de reunir agricultores para produzir alimentos como, por exemplo, o arroz. Os camponeses acabam ficando alojados em prédios de até cinco andares.

O governo é sócio das empresas chinesas, a administração é comunista e a economia capitalista. “Os chineses são atentos ao mercado, especialmente com variações da moeda”, complementou.

 

Mercado promissor na Ásia

 

A Ásia concentra três países que possuem um terço da população mundial: China, Índia e Indonésia. Kreimeier relatou que os chineses desejam fortalecer a parceira com o Brasil na compra de alimentos. Mesmo com a economia crescendo 7% ao ano, o gigante asiático ainda não consegue produzir em escala para alimentar cerca 1,5 bilhão de habitantes. “É um mercado promissor, uma vez que a produção brasileira de alimentos é vista como de qualidade. Eles admiram o nosso país”, afirmou.

“Agrovilas”, conjuntos habitacionais organizados pelo governo com o propósito de reunir agricultores para produzir alimentos como, por exemplo, o arroz. Os camponeses acabam ficando alojados em prédios de até cinco andares

Kreimeier salienta que esse contato com outras nacionalidades é essencial para entender os anseios e necessidades de novos clientes. Endossa que a cooperativa tem capacidade para atender os mais exigentes mercados e vislumbra a possibilidade de fomentar negócios com o mercado asiático. “Temos potencial para sermos referência no fornecimento de carnes de aves e suínos. Eles têm ciência da nossa capacidade produtiva e atendimento às demandas. Nesse sentido, é muito importante fortalecer contatos com pessoas que já conhecem a Languiru”, sintetizou.

Ele acredita que as plantas industriais da cooperativa usufruem de tecnologia capaz de produzir alimentos que agradem o paladar dos chineses. A partir do credenciamento no mercado chinês, destaca que a cooperativa poderá agregar valor ao seu portfólio, uma vez que os asiáticos confiam na Languiru. “Eles enxergam que lugares onde há predominância da cultura germânica a qualidade dos produtos é superior”, complementou.

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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