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Languiru promove primeiro encontro de líderes de Núcleo de 2017

12/01/2017

No dia 10 de janeiro ocorreu o primeiro encontro de líderes de Núcleo da Cooperativa Languiru no ano de 2017. A reunião foi realizada na Associação dos Funcionários da Languiru e contou com a participação de representantes dos 57 Núcleos da cooperativa, distribuídos nos municípios da área de atuação e com integrantes do quadro social. A reunião foi coordenada pelo presidente Dirceu Bayer e pelo vice-presidente Renato Kreimeier.

O assessor da administração da cooperativa, Mário Stockmann, apresentou números do desempenho econômico e financeiro da Languiru, e o engenheiro agrícola da Fábrica de Rações, João Dresch, ainda falou sobre o mercado do milho.

Bayer ressaltou a importância da positividade. “Definitivamente esperamos que o ano de 2017 seja melhor, que as coisas ruins de 2016 fiquem para trás. O pensamento positivo atrai coisas boas”, frisou, apontando tendência de melhora do atual cenário, em especial para o setor de produção de alimentos. “Esperamos por reflexos positivos dessa reação do mercado. Além disso, há boas perspectivas para o milho brasileiro, com redução de preço desse insumo básico para a cadeia produtiva”, apontou.

Nesse contexto, Dresch trouxe mais informações sobre os índices de produção de milho e grãos. “O ano de 2016 foi atípico, com alto custo e a falta do produto no mercado, e precisamos do milho argentino para abastecer nossos plantéis. A partir de uma grande safra que se desenha para este ano, havendo maior oferta de produto, estima-se a redução gradativa do valor da saca de milho. O Rio Grande do Sul está começando a colher sua produção de milho e estamos otimistas para este ano, superando as 20 mil toneladas na Languiru.”

Primeira reunião do ano com representantes dos 57 núcleos da Languiru ocorreu no dia 10 de janeiro (Foto: Leandro Augusto Hamester)
Primeira reunião do ano com representantes dos 57 núcleos da Languiru ocorreu no dia 10 de janeiro (Foto: Leandro Augusto Hamester)

A cooperativa está recebendo milho úmido na Unidade de Recebimento de Grãos no Bairro Alesgut, em Teutônia; na Cooperval, em Cruzeiro do Sul; e na unidade da Camera, em Estrela. A umidade máxima de recebimento do milho não pode ser superior a 25%. Dresch também falou da tabela de preços do milho em grão para saco com 60kg, com associados da Languiru tendo a possibilidade de receber em 14, 30 ou 60 dias, enquanto que os produtores não associados à Languiru recebem em 30 ou 60 dias. “Temos o mesmo tratamento para todos os produtores, associados ou não, sem diferenciação por volume entregue. A Languiru procura fazer o melhor preço, valorizando também o produtor”, concluiu, sugerindo acompanhamento dos produtores na leitura de umidade do produto e esclarecendo dúvidas pontuais.

Enfrentamento da crise

Bayer também respondeu questionamentos dos líderes e enalteceu o seu papel como interlocutores da Languiru junto às comunidades que representam. De maneira transparente e embasado em números e índices de desempenho da cooperativa no último exercício, o presidente falou do enfrentamento da crise. “Estamos fazendo nosso dever de casa, com reformas internas, adaptando a Languiru a nova realidade. Crescemos muito rapidamente e precisamos de agilidade e ferramentas de controle de todos os processos”, exemplificou.

Sobre os diferentes setores produtivos, destacou o cenário complicado para o mercado de carnes e das oscilações no preço do leite. “Com meses muito bons e outros meses muito ruins, no global, o segmento leite ainda foi o que teve melhor resultado em 2016. Com a instabilidade do mercado, a diversidade de negócios, mais uma vez, foi essencial para o desempenho econômico da Languiru. Entretanto, apesar de todas as dificuldades, não mexemos nos integrados de aves e suínos, sem redução drástica nos alojamentos, mantivemos a máquina a todo custo para não desestruturarmos esses segmentos”, explicou Bayer. “Muitas empresas no Brasil acabaram fechando e, quando tivermos uma situação mais favorável, a Languiru estará numa condição melhor por manter sua estrutura produtiva e não deixar a crise repercutir no produtor. Agradecemos aos associados produtores que, mesmo diante das dificuldades, se mantiveram firmes”, acrescentou.

Bayer ainda falou da preocupação da Languiru com a sustentabilidade da pequena propriedade, especialmente dos pequenos produtores de leite com dificuldades de produzir volumes que compensem a captação da matéria-prima. Nesse contexto citou projeto liderado pela cooperativa Languiru, com apoio da Emater, de Sindicatos de Trabalhadores Rurais, de Secretarias Municipais da Agricultura e da Sicredi Ouro Branco, que estuda alternativas para viabilizar a atividade desses pequenos produtores na sua área de ação. “O projeto está em fase de estudo e, após estruturado e concluído, os produtores interessados em participar deverão efetuar sua inscrição junto ao Departamento Técnico da Languiru. Esta oportunidade de participar do programa será dada aos produtores associados à Languiru, bem como àqueles que queiram se associar tão logo o projeto esteja finalizado”, explicou, citando como exemplo a possibilidade de alteração estatutária para associação à Languiru também de produtores de milho.

Desempenho

O assessor da administração, Mário Stockmann, apresentou o desempenho econômico e financeiro da Languiru até o mês de novembro. “O ano de 2016 foi terrível para a economia brasileira. Foi o pior momento da economia, com grande número de recuperações judiciais. Apesar disso, praticamente não tivemos problemas na Languiru com contas a receber“, enumerou.

Também enfatizou a importância do planejamento e de ferramentas de controle, mencionando a influência da variação cambial no desempenho econômico da cooperativa. “O custo do dinheiro cresceu muito, é mais do que o dobro comparado ao mesmo período do ano passado. O custo financeiro em 2016 cresceu e o ano foi ruim para investimentos”, explicou.

Em contrapartida, Stockmann destacou o incremento positivo no fluxo de caixa da Languiru, fruto de diversas ações internas e de envolvimento com fornecedores. “A Languiru está inserida neste universo da crise. Todas as ações desenvolvidas são fundamentadas, com decisões colocadas em prática que repercutem positivamente ao longo do ano. A crise chegou para mudarmos e nos adequarmos a um novo momento, uma nova realidade. Não é fácil, mas estamos no caminho certo. Muitas ações são antipáticas, repercutem de maneira negativa, mas nos dão resultado”, concluiu.

Bayer acrescentou que a geração de caixa da Languiru evoluiu de 2015 para 2016, e o patrimônio líquido, apesar do resultado, se manteve estável. “Temos um caixa melhor, apesar das reformas e dos investimentos realizados. Isso nos dá credibilidade diante dos agentes financeiros. No último trimestre de 2016 os resultados começaram a ser melhores e no momento em que a economia nos ajudar, sairemos fortalecidos dessa crise. Apesar de tudo isso ainda crescemos 12% no volume de negócios. Por isso, se mantivermos essa posição, estaremos muito melhores”, encerrou.

Foco no resultado

Kreimeier falou da mudança de postura da Languiru. “Estamos felizes por termos sobrevivido ao ano de 2016, que nos exigiu muitas mudanças. Se antes o foco era no faturamento, hoje estamos mudando para foco no resultado, nos negócios, nos controles, no fluxo de caixa e no plano de negócios. É preciso muito profissionalismo para cuidarmos bem da Languiru”, disse.

O vice-presidente também lamentou o alto custo de produção, mas se mostrou otimista para 2017. “As perspectivas são melhores, principalmente pela redução do custo de produção. Porém, no atual cenário, o custo financeiro segue sendo um dos maiores entraves.”

Kreimeier ainda falou da necessidade do plano de negócios para o monitoramento da rentabilidade dos diferentes setores da cooperativa. “Precisamos vender melhor o nosso produto e 2017 será um ano para se colocar isso em prática, olhando cada setor com muita atenção e observando todos os detalhes. Precisamos ter foco no resultado com fluxo de caixa, e os bons desempenhos estão diretamente ligados à dedicação de nossos colaboradores e associados, aliado ao preço justo pago aos associados”, concluiu.

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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