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Inovação em alimentos – Languiru foca diferencial competitivo após oficializar parceria com o Tecnovates

16/11/2018

O dia 16 de novembro pode significar uma reformulação no portfólio de alimentos produzidos pela Cooperativa Languiru. Levando em consideração a perspectiva de vantagens mercadológicas, a cooperativa assinou acordo de parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Vale do Taquari (Tecnovates), instalado junto à Universidade do Vale do Taquari (Univates).

Bayer (e) e Lazzari assinaram e oficializaram a parceria entre as organizações (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

O local da oficialização da parceria não poderia ter sido melhor escolhido, uma vez que o incentivo à cooperação tomou conta da Expovale em 2018. A solenidade ocorreu no auditório principal da feira, realizada em Lajeado, e contou com a presença do presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer; do diretor-administrativo, Euclides Andrade; gerentes e integrantes do Conselho de Administração da Languiru.

 

Evolução de processos e mix de produtos

 

Bayer destacou os recentes reconhecimentos alcançados pela cooperativa, como a marca mais lembrada no Vale do Taquari e o 1º lugar nacional em fidelização no Prêmio SomosCoop, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Também destacou o programa de governança corporativa e endossou discurso favorável ao cooperativismo, exaltando que as organizações que integram o sistema costumam investir nas regiões onde estão instaladas. Nesse sentido, destacou a recente parceria concretizada entre Languiru e Dália. “Vivemos um cenário de grande competitividade mercadológica e, por isso, as cooperativas precisam ser tão ou mais eficientes do que as organizações de caráter privado”, justificou.

Solenidade foi prestigiada por gerentes da cooperativa e integrantes do Conselho de Administração

Sobre a parceria com o Tecnovates, observou que existe a possibilidade do lançamento de novos produtos que qualifiquem o portfólio da cooperativa, dando continuidade à política de agregação de valor à matéria-prima. “A parceria tem um enorme valor, posto que a universidade é referência nacional e apresenta crescimento verticalizado”, definiu. Bayer entende que a infraestrutura de laboratórios, tecnologia e profissionais do Tecnovates, possibilita a ampliação do mix de produtos da Languiru. “Nós temos que nos unir e nos fortalecer diante dos concorrentes”, complementou.

 

Por uma região mais pujante

 

O reitor da Univates, Ney Lazzari, dedicou a evolução do patrimônio da universidade à sociedade do Vale do Taquari. Observou que a instituição de Ensino Superior não é uma cooperativa, porém, é uma fundação sem fins lucrativos. Aproveitou a oportunidade para enaltecer a intercooperação entre Languiru e Dália, colocando a Univates à disposição para o desenvolvimento de novos produtos e prospecção de mercados. “Estamos orgulhosos das nossas cooperativas que tiveram a altivez de selar essa parceria. Uma cooperativa pode auxiliar a outra. Vejam a construção que a nossa região conseguiu com as cooperativas e a universidade como uma espécie de organização social coletiva”, reforçou.

Presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, reforçou que a estrutura da universidade é referência nacional

Lazzari reafirmou que é necessário cooperar para superar desafios e buscar soluções para o crescimento da região. “Estamos usando uma ‘bússola’ e já contamos com algumas ações concretas que pretendemos desenvolver. Assim se constrói uma cooperativa, uma universidade e o Vale do Taquari”, comentou.

 

Potencial

 

A diretora de Inovação e Sustentabilidade da Univates, Simone Stülp, assegurou que um dos propósitos da universidade sempre foi a aproximação com as empresas e a sociedade do Vale do Taquari. O objetivo é consolidar o desenvolvimento da região. “Nós temos o desafio de buscar alimentação com maior qualidade, desenvolvimento tecnológico e inovação por meio de produtos de valor agregado que tenham as características do Vale do Taquari”, dimensionou. Ela entende que a parceria entre cooperativa e universidade vem para fortalecer a matriz econômica da região no sentido de ser reconhecida como o “Vale dos Alimentos”. “Acreditamos no potencial de trabalharmos juntos”, frisou.

 

Ambiente de pesquisa, desenvolvimento e inovação

 

A coordenadora administrativa do Tecnovates, Cíntia Agostini, ressaltou a iniciativa da universidade em abrir as portas para o mercado por meio da parceria com a Languiru. Além de ser uma oportunidade de mostrar que pode atender as empresas da região, destacou que a parceria com a cooperativa vai gerar experimentos para o parque científico, na medida que vai preencher lacunas da matriz econômica do Vale do Taquari. “A união oficial consolida o objetivo do parque enquanto ambiente de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Não temos dúvidas de que as mais de 50 empresas que possuem relação com o nosso parque tecnológico têm muito a ganhar, especialmente a Languiru e a Univates”, projetou.

 

Inovar com assertividade

 

Conforme o engenheiro de alimentos da Languiru, André Fritsch von Frühauf, os serviços prestados à cooperativa incluirão desde a inovação até o desenvolvimento de produtos. O Tecnovates também estará à disposição da cooperativa para a realização de treinamentos com os funcionários e para a troca de contatos entre professores e pesquisadores. “Entre os projetos que temos, muitos já estão sendo estudados. Precisamos inovar com assertividade. Iniciamos uma caminhada em que iremos colher muitos frutos”, prevê.

 

A parceria

 

As tratativas entre Languiru e Tecnovates iniciaram no segundo semestre de 2018, a partir da constituição de setor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) dentro da cooperativa. Por meio da parceria, a Languiru ocupa espaço físico no Tecnovates, em Lajeado. A cooperativa usufrui da infraestrutura do local, equipe de professores e pesquisadores vinculados ao parque tecnológico. O foco será no desenvolvimento de novos produtos, com incremento de opções voltadas à alimentação humana, sempre primando pela qualidade e segurança dos alimentos produzidos nas plantas industriais da Languiru. Por meio de outras parcerias, a cooperativa também estuda a possibilidade de oferecer alimentos diferenciados, utilizando marca própria.

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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