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Iniciativa da Languiru e parceiros prioriza sustentabilidade da propriedade familiar

24/03/2017

No mês de março ocorreram novas reuniões do grupo gestor e técnico que planeja projeto de inclusão social e produtiva, idealizado pela Cooperativa Languiru, com apoio e envolvimento da Emater, de Sindicatos de Trabalhadores Rurais, de Secretarias Municipais da Agricultura de Teutônia, Estrela e Westfália, do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA) e da Sicredi Ouro Branco. O grupo iniciou os trabalhos considerando a sustentabilidade da pequena propriedade, especialmente dos pequenos produtores de leite com dificuldades de produzir volumes que compensem a captação da matéria-prima na área de atuação da Languiru. O projeto ainda está em período de estruturação, com a definição de etapas do programa e previsão de lançamento ao longo do primeiro semestre.

Grupo gestor e técnico tem se encontrado regularmente para alinhar detalhes do projeto, que pode ser lançado oficialmente ainda no primeiro semestre deste ano (Foto: Leandro Augusto Hamester)
Grupo gestor e técnico tem se encontrado regularmente para alinhar detalhes do projeto, que pode ser lançado oficialmente ainda no primeiro semestre deste ano (Foto: Leandro Augusto Hamester)

“É uma demanda que surgiu junto ao quadro de associados da Languiru, estimulando o incremento na produção leiteira e a oferta de outras alternativas produtivas para as propriedades rurais familiares, como o milho, por exemplo. Unindo esforços, aproveitando o potencial e as características produtivas regionais, estamos no caminho certo para a sustentabilidade e crescimento das pequenas propriedades. Paralelamente ao trabalho de assistência técnica e orientação dos parceiros envolvidos no projeto, o sucesso da iniciativa também depende da vontade dos produtores em participar das atividades”, explicou o presidente da Languiru, Dirceu Bayer, reafirmando a importância econômica e social da cadeia produtiva do leite.

O gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli, enalteceu o empenho da Languiru, segundo ele, uma das poucas cooperativas que ainda recebem pequenos volumes de leite produzidos pelos associados. “O projeto é uma importante iniciativa para que produtores sem escala não saiam do mercado. A avaliação deverá ser individualizada, entendendo a realidade e necessidade de cada propriedade rural”, disse, acrescentando que o primeiro ano de trabalho será de experiências. Segundo Brandoli, o diagnóstico será possível a partir de visitas às propriedades rurais dos agricultores interessados em participar, para elaboração de plano de ação.

O secretário da Agricultura de Estrela, José Adão Braun, reforçou a necessidade de avaliação de cada propriedade. “Precisamos realizar um Raio-X dos municípios para definição do público-alvo do projeto. Inclusive, é uma maneira de atrair novos associados para a Cooperativa Languiru. Hoje, percebo que muitos produtores estão ‘sobrevivendo’, sem o melhor aproveitamento das suas reais potencialidades”, disse.

 

Leite

 

A base do programa é a cadeia leiteira, com a possibilidade de surgimento de outras opções de atividades. Inicialmente, deverá ocorrer a coleta de indicadores técnicos, econômicos, sociais e ambientais das propriedades participantes, para, a partir disso, sugerir oportunidades de melhoria.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teutônia/Westfália, Liane Brackmann, elogiou a iniciativa. “Me sinto realizada e feliz. É a primeira vez que vejo a união de esforços para um projeto de inclusão, de modelo diversificado. Vejo tudo isso com muito bons olhos. Mais uma vez percebemos a importância do cooperativismo para a viabilidade da pequena propriedade rural familiar. É uma iniciativa que intensifica a aproximação da assistência técnica do produtor”, frisou, acrescentando que todas as propriedades possuem potencial para “algo mais”, com valorização da produção local, união o valorização do trabalho.

Grupo gestor e técnico tem se encontrado regularmente para alinhar detalhes do projeto, que pode ser lançado oficialmente ainda no primeiro semestre deste ano (Foto: Roseméri Krämer)
Grupo gestor e técnico tem se encontrado regularmente para alinhar detalhes do projeto, que pode ser lançado oficialmente ainda no primeiro semestre deste ano (Foto: Roseméri Krämer)

Nesse contexto, Bayer e Brandoli voltaram a afirmar: o sucesso do projeto, a partir da sua implantação, depende da real intenção dos produtores em participar efetivamente das atividades propostas. “Estamos lançando o embrião, que tem tudo para se desenvolver e contribuir significativamente para a inclusão social e produtiva”, concluiu o gerente regional da Emater/RS-Ascar.

O pastor Sinodal, Gilciney Tetzner, que participou de uma das reuniões de planejamento do grupo gestor do projeto, parabenizou a equipe pela iniciativa. “É uma ação louvável para atender às necessidades das pequenas propriedades rurais. Certamente o Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia, estruturado junto às atividades do Sínodo Vale do Taquari, poderá dar a sua contribuição ao longo desse processo”, afirmou.

 

Planejamento

 

A partir das decisões preliminares a respeito do projeto, a equipe que estuda a construção do programa dividiu o grupo em comitê gestor e comitê técnico para o alinhamento das próximas ações. Estão sendo delineadas as etapas e critérios de seleção dos participantes, pontos observados para diagnósticos das propriedades, com visitas técnicas para coleta de indicadores, e elaboração de planejamento junto às propriedades participantes, com orientação aos agricultores, finalizando com reuniões de apresentação dos dados coletados em cada município, em eventos com lideranças, profissionais técnicos e demais envolvidos. Paralelamente a isso, o grupo ainda estuda a possibilidade de organização de encontro com a participação dos produtores envolvidos nas atividades do projeto piloto.

“Seguimos com o ciclo de reuniões periódicas para definir os detalhes do programa, mas o que já se tem como definitivo é o consenso de que existe uma grande oportunidade em nossas mãos, contribuindo para a sustentabilidade das atividades do pequeno agricultor familiar”, concluiu Bayer.

“A vida ensina que todos temos limitações, mas, por vezes, precisamos de algum incentivo para seguir em frente, apesar das dificuldades. E nisso, procuramos fazer a nossa parte para evitar de perdermos bons produtores pelo caminho”, finalizou Liane.

 

 

 

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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