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Hortifrúti – Produtores participam de treinamento sobre cultivo de hortaliças em pequenas propriedades

03/05/2018

Organizar um sistema de produção de verduras, legumes e frutas que se converta em uma nova fonte de renda para o produtor rural e que atenda à demanda dos Supermercados Languiru. Esse é um dos desafios da Cooperativa Languiru, dentro de sua filosofia de desenvolvimento regional. Nesse contexto, entre os dias 02 e 04 de abril, uma turma de produtores rurais participou de curso de produção de hortaliças, realizado na Associação dos Funcionários da Languiru. O treinamento descreveu importantes práticas de cultivo e contou com a participação de associados de Teutônia, Westfália e Imigrante.

O curso foi conduzido pelo instrutor do Senar/RS, Cléber Renato Zortea, que trabalhou a teoria em sala de aula e práticas em propriedades rurais. Num primeiro momento, o técnico em Agrozootecnia se inteirou sobre as características de cada propriedade rural e traçou um diagnóstico do grupo. Depois de conhecer a realidade local, procurou adaptar os ensinamentos e mostrar caminhos para obter êxito no setor de hortifrúti.

Zortea (d) descreveu características de legumes, verduras e frutas em visita ao Supermercado Languiru do Bairro Languiru (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

O técnico em Agropecuária, Géferson Reis, profissional da Languiru que acompanha o projeto na cooperativa, fez uma análise no primeiro encontro. Adiantou que o projeto exigirá muita organização, tanto por parte dos associados como por parte da Languiru. “É uma iniciativa pioneira que vai requerer muito equilíbrio entre a oferta e a procura para o seu bom andamento”, sintetizou.

 

Equilíbrio entre oferta e demanda

 

Zortea observou que cultivar hortaliças e frutas apresenta grandes vantagens, como diversificar as atividades na propriedade rural, diminuir custos de produção, garantir um alimento mais saudável e agregar uma nova fonte de renda. Reiterou que o produtor rural deve fazer uma avaliação constante das atividades na propriedade e buscar conhecimento de mercado. Como exemplo, sugeriu ao grupo acompanhar periodicamente os preços da Ceasa/RS. “Temos que ter equilíbrio entre oferta e demanda para evitar a sobra ou a falta de produtos. Você precisa iniciar com o manejo correto”, defendeu.

Ele comentou sobre tendências de época, como, por exemplo, as produções de tomate e radite. Sempre ao inserir uma cultura, alertou que deve ser levado em consideração fatores como tipo de planta, características do solo, clima da região e disponibilidade de água. “Também deve ser avaliada a oferta de recursos financeiros, a mão de obra disponível e a oferta de materiais, como sementes e adubos”, complementou.

Nas aulas teóricas foram repassadas instruções sobre variedades de plantas, adubação e noções de mercado

Zortea mencionou peculiaridades relacionadas à produção em estufa ou campo aberto como convencional, orgânica, semi-hidropônico ou hidropônico. Nesse sentido, falou sobre os cultivos de morango, salsa, cebolinha e alface. “Sempre que possível, o produtor deve escolher hortaliças orgânicas, sem o uso de agrotóxicos que prejudicam a saúde do consumidor”, frisou.

 

Insistir com adubação orgânica

 

Outro fator que mereceu atenção foram instruções quanto à adubação das plantas. Zortea reforçou a necessidade de manter um equilíbrio neste quesito e aconselhou usar adubo orgânico, seja de origem animal ou vegetal. Ensinou que os produtores devem levar em consideração a relação de carbono e nitrogênio na hora de fazer a compostagem. “Este passo é essencial para que o adubo melhore a estrutura do solo por meio da liberação de nutrientes, aumente a absorção de água e oxigene as raízes.  Devemos insistir no uso de material orgânico para ter um produto livre de qualquer contaminante”, acrescentou, explicando que a planta necessita de uma adubação equilibrada para se desenvolver e reduzir ataques de pragas e patógenos.

 

Cuidado quanto ao tamanho e peso

 

O terceiro ponto abordado pelo profissional tratou do mercado de hortifrúti. Zortea lembrou que a demanda é imposta pelos consumidores, os quais são influenciados por publicidades, tendências, hábitos de consumo ou estações do ano. Nesse contexto, salientou que os produtores estão desenvolvendo estratégias para produzir alimentos num formato sustentável, sem fazer o uso de agrotóxicos. “É importante trabalhar com uma marca registrada para que os consumidores saibam que determinado legume, verdura ou fruta é produzida por uma família ou grupo específico”, sugeriu.

Grupo de produtores em visita ao Supermercado Languiru do Bairro Languiru

Zortea também orientou os produtores a comercializarem apenas as partes que serão consumidas na hora de fazer o empacotamento das hortaliças. Alertou que os consumidores não costumam adquirir hortaliças em que boa parte vai para o lixo. “Por exemplo, o rabanete em molho gera muito lixo, em função do grande volume de folhas. Inclusive, o agricultor pode utilizar como matéria orgânica as partes que não vão ser consumidas”, recomendou.

Também chamou a atenção para o tamanho e peso dos produtos, uma vez que é essencial conhecer os hábitos alimentares da região onde se comercializa os hortifrútis. Igualmente, frisou a necessidade de tomar cuidado para não danificar os produtos, para que tenham vida longa no mercado.

 

Elogios à Languiru

 

O docente enalteceu alguns pontos do projeto desenvolvido pela Languiru. Destaca que a cooperativa está cumprindo seu papel de diversificar a produção regional, qualificar os produtores rurais e trabalhar com ciclo completo, desde a assistência técnica até a produção. “Quando se fala em cooperativismo, se fala em desenvolvimento e crescimento dos cooperados na educação, na parte financeira, na qualidade de vida e na sucessão familiar”, enumera. Como exemplo, citou o trabalho do técnico da Languiru, Géferson Reis, que tem acompanhado o plantio e a comercialização de hortaliças, garantindo o equilíbrio entre a oferta e a procura. “A Languiru está de parabéns por desenvolver projetos tão significativos a seus cooperados e familiares, envolvendo-os em diferentes áreas de produção e segmentos, exercendo o real papel da cooperativa”, exaltou.

 

O projeto da Languiru

 

A Languiru é uma cooperativa que busca promover o desenvolvimento das regiões onde está inserida, de modo que o produtor rural está no centro das prioridades. Nesse sentido, desde o segundo semestre de 2017 possibilita uma nova modalidade de fonte de renda para produtores associados que cultivam verduras, legumes e frutas.

O Atendimento Social do Departamento Técnico, no Bairro Languiru, é o setor que os interessados devem contatar num primeiro momento. Após manifestar o desejo de iniciar o cultivo de hortifrúti, o produtor recebe a visita do técnico em Agropecuária, Géferson Reis, profissional da cooperativa incumbido de fomentar o programa. Na sequência, depois de alinhar o que será cultivado, o produtor é cadastrado no sistema da Languiru.

Uma das exigências da cooperativa é que o produtor já tenha posse do Cartão Azul ou do Cartão Verde. Produtores de aves (corte), leite (produtor, criador de terneiras ou novilhas) e suínos (matrizes, creche e terminação) possuem o Cartão Azul. Já produtores que entregam milho (200 sacas/ano de 60kg cada) para a cooperativa são enquadrados no Cartão Verde. É salutar lembrar que a cooperativa está recebendo a adesão de produtores com pequena e grande escala.

Interessados em cultivar hortaliças e frutas terão acesso ao pacote de benefícios dos cartões já existentes (Azul e Verde), seguindo o que estabelecem regimentos internos da cooperativa. Mais informações podem ser obtidas no Departamento Técnico da Languiru, fone (51) 3762-5647, ou com o técnico Géferson Reis, fone (51) 99836-1945.

 

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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