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Hortifrúti – Languiru oferece nova fonte de renda voltada à agricultura

07/05/2018

Abastecer os supermercados com produção local, otimizar o cultivo das áreas de terras, estimular a diversificação das fontes de renda e assegurar a permanência das famílias no campo. Essas são as intenções da Cooperativa Languiru, que desde o segundo semestre de 2017, oferece uma nova modalidade para os produtores cultivarem verduras, legumes e frutas.

Languiru está abrindo vagas para produtores que quiserem cultivar verduras, legumes e frutas (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

Num primeiro momento, os interessados em participar deste modelo devem contatar o Setor de Atendimento Social do Departamento Técnico. Após manifestar o desejo de iniciar o cultivo de hortifrúti, o produtor receberá a visita do técnico em agropecuária, Geferson Reis, profissional da cooperativa incumbido de fomentar o programa. Na sequência, depois de alinhar o que será cultivado, o produtor é cadastrado no sistema da Languiru.

A única exigência da cooperativa é que o produtor já tenha posse do Cartão Azul ou do Cartão Verde. Produtores de aves (corte), leite (produtor de leite, criador de terneiras ou novilhas) e suínos (matrizes, creche e terminação) possuem o Cartão Azul. Já produtores que entregam à cooperativa a produção de milho (200 sacas/ano de 60kg cada) são enquadrados no Cartão Verde. A Languiru está recebendo a adesão de produtores com pequena e grande escala.

Rabanete é uma das hortaliças comercializadas nos Supermercados Languiru

 

Vantagens de ordem técnica, econômica e social

 

Os produtores que tiverem o interesse de cultivar hortaliças e frutas terão acesso ao pacote de benefícios dos cartões já existentes (Azul e Verde). Entre esses estão a Conta Movimento, projeto de venda a prazo, assistência farmacêutica, pecúlio e assistência jurídica, assistência técnica agropecuária, auxílio escolar e bolsas de estudo, descontos nas unidades de varejo da cooperativa, com a possibilidade de abate do valor em produção, brinde de final de ano, orientação na elaboração de projetos e orçamentos agropecuários, entre outros, conforme regimentos internos da cooperativa.

Reis é o técnico da cooperativa que realiza as visitas às propriedades interessadas em participar do projeto

 

Agrocenter Languiru trabalha com conceituada linha de sementes

 

A Cooperativa Languiru buscou novas tecnologias para alavancar o cultivo local de hortifrúti. Foi encaminhada parceria com a linha de sementes Top Seed da Agristar, empresa que está desde a década de 50 no mercado e que atende todo Brasil. A empresa trabalha com duas linhas de sementes, cujas cultivares são selecionadas levando em conta as variadas condições climáticas do país. Para citar algumas, a empresa trabalha com sementes de brócolis, couve-flor, cebola, cenoura, pepino, pimentão, tomate, rabanete e rúcula.

Linnemann salienta que é preciso ter equilíbrio entre demanda e volume de produção

A Linha Garden é indicada para o cultivo em pequena escala, ou seja, foca o mercado de hobby e lazer. São envelopes com linguagem simples e objetiva, trazendo dados técnicos de hortaliças. Num primeiro momento, as sementes desta linha poderão ser encontradas na loja Agrocenter Languiru – Insumos, do Bairro Languiru, em Teutônia.

Por outro lado, a Linha Premium é recomendada para plantio em grande escala e só pode ser adquirida sob encomenda no Agrocenter Languiru – Insumos, no Bairro Languiru. A compra destas sementes de alta tecnologia também pode ser encomendada com o técnico Geferson Reis. “Este programa é de extrema importância para fortalecer a agricultura em nossa região, que visa aumentar a renda do produtor rural e fornecer hortaliças de qualidade aos supermercados da cooperativa”, observa.

 

Planejamento é essencial para produzir hortaliças

 

Produzir verduras e legumes para suprir a demanda dos Supermercados Languiru. Esta é a atividade de Namir Linnemann, cuja propriedade fica em Linha Posses, município de Teutônia. O agricultor já tentou produzir leite, no entanto, escolheu cultivar a terra há três décadas. Linnemann parece ter feito a escolha certa, tanto que sua propriedade tem 10 mil metros quadrados de estufa onde cultiva pepino e tomate. Em hortas a céu aberto, procura fazer uma variação de culturas. No verão cultiva alface, repolho e couve chinesa em hortas a céu aberto. Já no inverno cultiva beterraba, brócolis, couve flor e rabanete. “Plantar hortaliças é como produzir leite, uma vez que há as épocas boas e outras menos favoráveis. Acabei optando por verduras e legumes pois era o que eu realmente gostava de fazer”, declara.

Linhas de produção de pepino na propriedade de Linnemann

Linnemann estabeleceu parceria com outros moradores de Linha Posses. Ele oferece toda a estrutura, enquanto que os sócios participam com a mão de obra. Os lucros são divididos entre todos. “Geralmente, a cada dois dias levo hortaliças para o Supermercado Languiru do Bairro Languiru. Também entrego em horários alternativos quando solicitam alguma verdura ou legume”, conta. Destaca que já chegou a cultivar 18 tipos de verduras e legumes na propriedade, no entanto, se reorganizou e percebeu que poderia ser mais eficiente com menos variedade. “Tem que ser persistente para ter sucesso”, afirma.

Da mesma forma, o agricultor cultiva milho há aproximadamente uma década, com o intuito de fazer o rodízio de culturas. Toda a produção é vendida à Languiru. “No ano passado, eu colhi 3,7 mil sacos de milho em 15,5 hectares de terra”, orgulha-se.

A propósito, já são 40 anos como associado. O agricultor ressalta que sempre comprou todos os insumos na cooperativa, inclusive, lembra que sua primeira geladeira foi comprada na antiga loja de ferragens, nos anos 80. Linnemann enaltece a nova modalidade de produção que está sendo disponibilizada pela cooperativa, porém, deixa conselhos aos produtores que desejam ingressar nessa atividade. “É essencial ter um planejamento, ou seja, equilíbrio entre demanda e volume de produção. Outro fator importante é a eficiência na entrega dos produtos”, elenca. Linnemann também aconselha os produtores a buscarem assistência técnica, vantagem que a cooperativa oferece no programa. “É pontual você ter alguém com conhecimento teórico e prático para te ajudar”, conclui.

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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