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Hablas español? – Languiru serve de inspiração para cooperativismo no Paraguai

20/08/2017

A busca de novos conhecimentos é sinônimo de evolução, e foi com essa finalidade que, no dia 07 de agosto, a Cooperativa Colônias Unidas, do Paraguai, viajou mais de três mil quilômetros para chegar até o município de Teutônia, sede da Cooperativa Languiru.

Diferentes motivos estimularam agricultores e membros da diretoria a visitarem a cooperativa teutoniense. O primeiro aspecto citado pelo grupo foi o protagonismo da Languiru no agronegócio do Rio Grande do Sul. Outro objetivo foi se inteirar sobre a cadeia produtiva da avicultura, visto que pretendem constituir modelo integrado de produção de frangos no Paraguai. O terceiro fator lembrado pelos paraguaios foi o de conhecer o lugar de origem de seus antepassados, depois de terem ouvido histórias de pais e avós sobre as colônias antigas de Estrela e Teutônia – inclusive, alguns integrantes da comitiva ostentavam sobrenomes comuns no Vale do Taquari, como Schäeffer e Horn.

Colônias Unidas entregou placa de agradecimento pela receptividade da Languiru (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

Além de agricultores, também fizeram parte da comitiva integrantes dos Conselhos Fiscal e de Administração da Colônias Unidas. No Estado, os paraguaios ainda cumpriram agenda em cooperativas de Encantado, de Carlos Barbosa e de Bento Gonçalves.

 

Propriedade rural e unidades industriais

 

Acompanhados por profissionais do Departamento Técnico da Languiru, o grupo seguiu para a localidade de Linha Frank, em Westfália. No município, visitaram a propriedade rural do produtor de aves Vilson Gutjar, onde trocaram ideias sobre a criação de frango de corte e conheceram as instalações do aviário. Em seguida, o grupo rumou para Teutônia, onde foi dada continuidade à programação de visita na Indústria de Laticínios. Conduzidos pela encarregada da qualidade Patrícia Haas e pela analista de qualidade Raquel Jahn, os paraguaios foram divididos em duas turmas e circularam pelo complexo da unidade industrial. O grupo visualizou a chegada do leite, compreenderam os procedimentos de análise da qualidade, viram as linhas de produção e o processo de acondicionamento do leite UHT. No turno da manhã, os paraguaios ainda conheceram a loja do Agrocenter Languiru – Ferragens, Ferramentas e Máquinas, onde ficaram admirados com a variedade de produtos à disposição da comunidade.

Visitantes tiraram fotos do aviário do associado Vilson Gutjar

À tarde o grupo seguiu para Poço das Antas, onde conheceram o Frigorífico de Suínos. Acompanhados pelo coordenador do Setor de Suínos do Departamento Técnico, Beto Markus, os paraguaios foram conduzidos pelo supervisor de qualidade André Frühauff e pelas analistas de qualidade Patrícia Engster e Marli Haefliger. O grupo elogiou a modernidade da estrutura e acessou setores como abate, desossa, industrializados e expedição.

 

Números e imagens

 

O roteiro foi concluído na Sede Administrativa, em Teutônia, onde foram recebidos pelo vice-presidente da Cooperativa Languiru, Renato Kreimeier. No auditório, os paraguaios assistiram ao vídeo institucional e visualizaram fotos de unidades industriais, comerciais, administrativas e granjas. Kreimeier também falou do processo de colonização alemã e como ela influenciou na consolidação dos princípios cooperativistas no Vale do Taquari.

Na Laticínios, grupo foi recepcionado pelo gerente industrial Mauro Aschebrock, que relatou algumas particularidades da indústria

O vice-presidente ainda tratou de particularidades de cada setor, as opções de produção e vantagens oferecidas aos associados. Enfatizou que a cooperativa busca o desenvolvimento sustentável regional.

 

“Me senti realizado”

 

A tradição e o momento do cooperativismo gaúcho impressionaram os paraguaios. Segundo o membro do Conselho de Administração da Colônias Unidas, Eugênio Schöller, a logística que envolve o quadro social e a Área Comercial da Languiru chamou atenção. O conselheiro lembrou que as duas cooperativas surgiram para combater as mesmas dificuldades. “Também costumamos ajudar famílias menos favorecidas em nosso país. Notei que ainda podemos crescer muito, considerando que temos área de terras, tecnologia e gente que quer trabalhar. Me senti realizado em conhecer a Languiru”, afirmou.

Paraguaios acompanharam caminhões trazendo as coletas na Laticínios

Schöller destacou a organização e limpeza das unidades industriais, além da longevidade da cooperativa teutoniense. “Posso assegurar que, em se comparando ao nosso país, é muito bom o serviço prestado aos produtores rurais e clientes da Languiru”, definiu.

 

Languiru mostrou o caminho

 

O agricultor Valdecir Lasch se surpreendeu com a quantidade de leite industrializada pela Laticínios e com o número de abates no Frigorífico de Suínos. Conforme o plantador de grãos, a segurança em ter onde depositar a produção é o maior legado de uma cooperativa. “No Paraguai somos competitivos e percebemos que agregar valor é o futuro do agronegócio. Vocês nos mostraram o caminho. Quem sabe, um dia, chegamos no nível da Languiru”, agradeceu.

 

Planejamento Estratégico

 

O assessor administrativo da Colônias Unidas, Alceu Van Der Sand, observou que a estratégica de buscar distribuir as principais atividades de forma equitativa é interessante no sentido de proporcionar segurança econômica à instituição. “A Languiru tem um planejamento estratégico muito claro. Muito interessante a preocupação com a redução da idade média do quadro social”, enalteceu.

Schöller e Lasch entendem que a agricultura pode crescer no Paraguai e ressaltaram o desenvolvimento da Languiru20

Para o professor do curso de Economia da Unijuí, o cooperativismo exerce papel fundamental no desenvolvimento das comunidades quando visto como alternativa de desenvolvimento local. “Atualmente, o sistema tem se mostrado como uma das mais importantes alternativas de geração e distribuição de riquezas nas regiões onde está inserido”, ressaltou.

    

Cooperativa Colônias Unidas

 

Fundada em 1953, a Cooperativa Colônias Unidas conta com 3,8 mil agricultores associados, que trabalham com produções de soja, leite, trigo, milho, canola, sorgo e erva-mate. A sede da cooperativa fica na cidade de Obligado, Estado de Itapúa, no Sul do Paraguai. São 13 colônias germânicas onde as propriedades rurais possuem, em média, 60 hectares. A Colônias Unidas mantém um porto no Rio Paraná, por meio do qual expedem a produção de grãos até o Rio da Prata, na Argentina. Também acompanharam o grupo o membro do Conselho Fiscal da Colônias Unidas, Alfredo Müller, e o gerente de comunicação e educação cooperativista da cooperativa paraguaia, Juan Angel López.

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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