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Fórum Tecnológico do Leite

Gerenciamento da propriedade fecha ciclo de palestras online

22/10/2021

Tiago Bald e Leandro Augusto Hamester

Realizada na quinta-feira, dia 21, a terceira e última noite do 15º Fórum Tecnológico do Leite de Teutônia contou com discussão sobre o tema “Como gerenciar resultados produtivos e financeiros na propriedade”. Na ocasião duas famílias de produtores apresentaram casos sobre gestão de pessoas e números; e gerenciamento como tomada de decisões. Em virtude da pandemia, pelo segundo ano consecutivo o evento foi online e contou com público aproximado total de três mil pessoas nas três noites de palestras.

Na avaliação do coordenador do Centro de Treinamento de Agricultores de Teutônia (Certa), Maicon Berwanger, os resultados alcançados pelo formato podem ser considerados satisfatórios e históricos. Desde o ano passado, o Fórum tem contado com a divulgação de experiências por meio de lives no Youtube, com o conteúdo gravado previamente, nas propriedades dos produtores envolvidos. “É um tipo de dinâmica que tem se mostrado eficiente, com bom uso da tecnologia”, salienta.

Gestão de pessoas e números

A propósito da tecnologia, ela de alguma forma pautou a terceira noite, já que a gestão da propriedade também é uma ferramenta nesse sentido. Esse é o caso da jovem agricultora Jaíne Sprandel, de Teutônia. Ao lado dos pais Fridalina e Astor, a produtora destacou a evolução do trabalho com bovinocultura leiteira – hoje com 24 vacas em lactação -, a partir da adoção de planilhas de gerenciamento, que permitiram anotar entradas e saídas, com um melhor planejamento da atividade.

Família Sprandel, de Teutônia, abordou o tema gestão de pessoas e números (Fotos: Divulgação Emater/Reprodução)

A metodologia passou a ser utilizada pela família entre 2014 e 2016, época em que a Emater/RS-Ascar operacionalizou o Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar (PGSAF) do Governo do Estado. A política pública coincidiria com o retorno de Jaíne à propriedade, o que “oxigenaria” os debates sobre caminhos para a atividade. “Aqui na família sempre nos pautamos pelo diálogo, levando-se em conta a experiência dos mais velhos e as expectativas dos mais novos”, explica a jovem.

Foi assim que os Sprandel encontraram o caminho que lhes possibilitou evoluir na atividade, com um olhar mais atento aos custos, para o ajuste de gastos e para o equilíbrio na hora de investir, sem comprometer o lucro. Hoje, a família produz uma média de 18,6 mil litros de leite por hectare, com margem de lucro de cerca de R$ 0,50 por litro. “Com tudo anotado é possível traçar metas, sonhar, mas com os pés no chão”, pondera Jaíne. “Mesmo em anos não tão bons, é um processo estratégico”, pontua.

Gerenciamento para tomada de decisões

Anotar entradas e saídas, analisar custos de produção, refletir sobre os caminhos possíveis para a produção leiteira também é um processo vivenciado pelo agricultor Artur Ziglioli, de Dois Lajeados, que apresentou o segundo case da noite. Com 67 vacas em lactação que, juntas, produzem cerca de dois mil litros de leite ao dia, Ziglioli viu a produtividade saltar nos cerca de 15 anos que mantém as planilhas em dia. “É um sistema que qualifica a nossa tomada de atitude, nos impulsiona a encarar a atividade de forma diferente”, analisa.

Artur Ziglioli, de Dois Lajeados, falou sobre gerenciamento para a tomada de decisões

O hábito de anotar, de ter as coisas no papel, facilitou inclusive o trabalho do técnico da Cooperativa Dália Alimentos, Dirceu Fronchetto, que a cada 50 dias visita Ziglioli para estabelecer, junto com ele, parâmetros gerais, que podem ir de custos operacionais à depreciação dos equipamentos. “A gestão da propriedade é um alicerce que nos permite saber quanto gastamos, quanto lucramos e quais as direções que devemos seguir”, frisa. “É uma tecnologia simples que eleva a propriedade a outro patamar”.

Espaço para perguntas

Responsável pela moderação da noite, o representante da Cooperativa Dália Alimentos, veterinário Luciano Redu, também fez a mediação junto ao público participante – na live foram quase 800 pessoas –, momento em que foram respondidas perguntas variadas sobre dificuldades enfrentadas no processo, investimentos em épocas mais complicadas, de que forma aliar experiência com juventude, importância da assistência técnica e quais os gastos fixos de cada propriedade, entre outras. O evento foi uma realização do Colégio Teutônia e da Emater/RS-Ascar, com o apoio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Governo do Estado, Samaq Massey Ferguson, Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Machado Agropecuária, Ordemax Sistemas de Ordenha, Dália Alimentos, Sicredi, Nutron, Certel Energia, Cooperagri, Tangará, Duagro Soluções Sustentáveis, Launer Química, Maná, Languiru e Milkparts.

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