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Gado leiteiro – Dieta equilibrada é sinônimo de aumento de produção e animais mais saudáveis

01/08/2020

A nobre missão de produzir leite exige planejamento, resiliência e comprometimento. O rebanho necessita ser atendido em diferentes exigências para produzir em quantidade e qualidade. Instalações confortáveis e o manejo apropriado favorecem o bem-estar dos animais. No entanto, outro aspecto fundamental trata da composição da nutrição. Uma dieta equilibrada fortalece o sistema imunológico, estimula o sistema reprodutivo e potencializa a produção de leite.

O Setor de Leite do Departamento Técnico gerencia ferramentas específicas para corrigir ou melhorar a nutrição dos rebanhos nas propriedades dos associados da Cooperativa Languiru. Os produtores têm acesso a serviços como análise bromatológica/solo e planejamento agronômico de cultivo de forrageiras. Além disso, é disponibilizado serviço de elaboração de dietas por meio de programa de computador (software) usado pelos técnicos do setor.

 

Mesmo número de animais, produção dobrada

Marciane e Guarnieri impressionaram até os vizinhos com os resultados do ajuste na dieta do rebanho (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

               

Uma grande reviravolta aconteceu na propriedade rural de Cedemir Pedro Guarnieri (41) e Marciane Andréia Wunder (34), casal que reside em Linha Baixo Canudos, município de Canudos do Vale. No segundo semestre de 2019, decidiram transformar a atividade leiteira na principal fonte de renda da família. Em pouco menos de um ano, dobraram a produção seguindo planejamento elaborado pelo Setor de Leite.

A virada começou em setembro daquele ano, quando a Cooperativa Languiru passou a receber os 470 litros de leite produzidos a cada dois dias na propriedade. A dieta do rebanho era composta basicamente de grama nativa (potreiro), modelo estabelecido durante anos pelos pais de Marciane.

Guarnieri estava disposto a aumentar a produção e solicitou amparo do Setor de Leite. O técnico da região identificou desequilíbrio na nutrição do gado leiteiro, o que limitava o potencial do rebanho. Com a contribuição do engenheiro agrônomo, foi preparada dieta que buscou atender as carências nutricionais. “Passamos a usar tamponante e sal mineral. Também começamos a pesar a quantidade de silagem e ração de cada vaca”, menciona.

O associado observa que também foram cultivados piquetes (aveia e azevém) e oferecido pré-secado aos animais. Os sinais de evolução foram aparecendo aos poucos, como a melhora do ciclo reprodutivo e a diminuição da Contagem de Células Somáticas (CCS). Por outro lado, a mudança mais significativa ocorreu com a produção, que saltou para 900 litros de leite a cada dois dias. “Até os vizinhos se impressionaram com o crescimento que tivemos. Isso tudo aconteceu porque fomos abraçados pela assistência técnica”, entende.

Marciane destaca que o técnico lança informações num sistema de computador que indica a melhor dieta para o rebanho. Complementa que até é possível reduzir custos com uma dieta mais acertada. “Esse passo foi fundamental para progredirmos.”

 

Redução de problemas reprodutivos e disfunções metabólicas

Petry mostra parte da lavoura de trigo silageiro que contribui para equilibrar a dieta do gado leiteiro

 

Há três anos, Cléber Petry (36) estava insatisfeito com o tratamento da empresa para a qual destinava a produção leiteira. Para completar, a falta de assistência técnica “cobrava seu preço” na propriedade rural localizada em Linha Alta, município de Vera Cruz.

Em 2018 ele buscou informações sobre como se associar à Cooperativa Languiru, uma vez que já era cliente das Rações Languiru. Iniciou entregando 550 litros de leite a cada dois dias para a Indústria de Laticínios.

Nesse período, o rebanho começou a apresentar problemas reprodutivos e disfunções metabólicas. Petry tentou corrigir isso seguindo uma dieta proposta por um profissional terceirizado que atendia a propriedade rural. Mesmo assim, o conjunto de ações não surtia efeito.

A mudança de cenário ocorreu a partir da interferência do técnico do Setor de Leite. O profissional avaliou a composição da dieta do rebanho e ajustou os ingredientes por meio do software. “Conseguimos aumentar o nível de gordura e equalizar os índices de proteína”, enaltece Petry.

No período de estiagem, foi elaborada uma dieta à base de silagem, ração e feno, entre outros complementos. As lavouras de milho “cedo” e “safrinha” não haviam rendido o esperado. O ponto crucial foi semear uma área de quatro hectares de trigo silageiro. Hoje, a cada dois dias, o transportador carrega 1,2 mil litros de leite na propriedade. “As vacas melhoraram o desempenho reprodutivo”, acrescenta o associado.

O produtor entende que os associados devem aproveitar os serviços oferecidos pela cooperativa. Nesse sentido, ressalta a qualificação do Setor de Leite. “O gado leiteiro precisa de uma dieta que corresponda às suas necessidades. Não podemos mais alimentar o rebanho no achismo”, conclui Petry.

 

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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