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Fórum Tecnológico do Leite – União de esforços pauta noite de abertura

19/09/2014

Na noite de quarta-feira, dia 17 de setembro, ocorreu a abertura oficial do Fórum Tecnológico do Leite – 8ª edição, evento promovido pelo Colégio Teutônia e parceiros com o tema “Cadeia do leite e suas interfaces – qualificação do produtor e do processo de produção, geração de renda e alimento”. O evento marcou as comemorações pelo Dia Estadual do Leite em Teutônia, celebrado anualmente na terceira quarta-feira do mês de setembro, evidenciando a importância do leite e incentivando o seu consumo.

Tendo por local o Auditório Central do educandário, a solenidade contou com a participação de estudantes, produtores rurais, autoridades, apoiadores e parceiros, representantes de entidades do agronegócio, comunidade e imprensa.

Solenidade de abertura do evento contou com a participação de estudantes, produtores rurais, autoridades, apoiadores e parceiros, representantes de entidades do agronegócio, comunidade e imprensa (Fotos: Leandro Augusto Hamester)
Solenidade de abertura do evento contou com a participação de estudantes, produtores rurais, autoridades, apoiadores e parceiros, representantes de entidades do agronegócio, comunidade e imprensa (Fotos: Leandro Augusto Hamester)

Os discursos no uso da tribuna destacaram essencialmente a união de esforços para qualificação das atividades no campo, contribuindo para índices de eficiência e produção de alimentos de qualidade.

A programação teve continuidade na quinta-feira, dia 18, com palestras no turno da manhã e Circuito Temático na Granja do Colégio Teutônia. O Fórum Tecnológico do Leite – 8ª Edição foi uma realização do Colégio Teutônia, com apoio de Emater/RS-Ascar, Regional Sindical Vale do Taquari, Fetag/RS, Governo do Estado – Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Prefeitura de Westfália, Associação dos Engenheiros Agrônomos do Vale do Taquari (ASEAT), Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (CAPA) e Ocergs-Sescoop/RS, com o patrocínio de Nutrifarma, Languiru, Certel Energia, Sicredi Ouro Branco, Du Pont Pionner, Banrisul e Prefeitura de Teutônia.

Inovação

O diretor do Colégio Teutônia, Jonas Rückert, realizou breve resgate das temáticas das edições anteriores do Fórum e reforçou o caráter pedagógico da iniciativa. “Vivemos um novo cenário na produção leiteira, e os fóruns trazem esse contexto, buscando efetivamente a promoção e o desenvolvimento da cadeia produtiva do leite”, frisou, lembrando uma das inovações do evento de 2014 com o Circuito Temático realizado na Granja do Colégio Teutônia. “É um desejo latente, de muitos anos, que nesta edição dará seu start. É um momento muito significativo para a instituição”, concluiu, agradecendo o envolvimento e a participação de todos.

Jonas Rückert
Jonas Rückert

Potencial

Falando em nome dos patrocinadores do Fórum, o presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, qualificou a união das entidades ligadas ao agronegócio. “Precisamos aproveitar toda esta força, com cada organização desempenhando o seu papel, fundamental para o desenvolvimento do agronegócio, alavancando o progresso, melhorando a renda dos produtores rurais”, disse.

Bayer ainda destacou a importância da produção leiteira para produtores rurais. “O leite está presente em cerca de 95% das propriedades rurais, e aproximadamente 85% da produção leiteira no Brasil provém das pequenas propriedades.”

Dirceu Bayer
Dirceu Bayer

Ele finalizou lembrando o trabalho desenvolvido pela Cooperativa Languiru, com associados presentes em mais de 60 municípios gaúchos, reconhecida como a terceira maior cooperativa de produção do Rio Grande do Sul e a maior empresa com sede no Vale do Taquari. “Isso é fruto do trabalho que é feito por todos esses parceiros do agronegócio nas pequenas propriedades rurais. O agronegócio é viável quando bem conduzido, temos um enorme potencial de crescimento para o setor do leite. O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor nacional, atrás apenas de Minas Gerais, e o leite gaúcho é o de maior qualidade no Brasil.”

Autonomia dos produtores

O gerente adjunto da Regional da Emater de Lajeado, Diego Barden dos Santos, falou em nome dos apoiadores e lembrou o incremento no consumo de leite. “O consumo de leite aumentou e, hoje, chega a 165 litros/ano por habitante. Podemos relacionar esse acréscimo à evolução das classes sociais. Pessoas com melhor situação financeira e com maior escolaridade buscam por produtos de qualidade e estão dispostas e pagar mais por isso. Precisamos aproveitar essa oportunidade e produzir alimentos de qualidade para atender a demanda crescente.”

Diego Barden dos Santos
Diego Barden dos Santos

Santos relacionou o evento a essa construção do conhecimento. “Quanto mais conhecimento o produtor rural tiver, mais ele se liberta e cria autonomia para tomada de decisões na sua propriedade. O Fórum se propõe a isso, permitindo que os produtores evoluam e criem autonomia de renda e de vida. Buscamos ampliar este debate que objetiva a qualidade de vida no meio rural”, finalizou.

Trabalho de pesquisa

A palestra inaugural do Fórum Tecnológico do Leite destacou a “Intensificação na alimentação de rebanhos leiteiros em sistemas de produção familiar”, proferida pelo doutor e pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Gustavo Martins da Silva, com mediação do coordenador do Setor de Leite do Departamento Técnico da Cooperativa Languiru, Fernando Staggemeier.

Silva apresentou dados estatísticos e gráficos do trabalho desenvolvido com diferentes grupos de agricultores familiares na região Noroeste do Estado. Com relatos de experiências, falou da relação da intensificação da alimentação de rebanhos leiteiros com o aumento dos custos de produção, do maior emprego de mão de obra, da perda de fertilidade do solo e da maior dependência de insumos.

“Algumas características do Noroeste gaúcho se assemelham com o Vale do Taquari. A melhor alternativa para a superação de dificuldades está justamente nesta união de esforços que encontramos no Fórum do Leite. O programa Rede Leite busca aproximar a pesquisa, a extensão e os agricultores, unindo teoria e prática, aproximando o trabalho acadêmico da realidade do campo”, disse.

Sobre o manejo de pastagens, ele classificou o Tifton como de grande potencial produtivo, e ainda apresentou outras espécies perenes e anuais. “Os produtores devem se preparar para aproveitar ao máximo a produção de pastagens, tanto de inverno como de verão. O Estado é excelente para produção de pasto por contarmos com chuvas relativamente bem distribuídas. Temos condições de produzir pasto o ano todo, sabendo usar o potencial de cada região e conhecendo melhor as forrageiras”, concluiu Silva.

Gustavo Martins da Silva
Gustavo Martins da Silva

Rede Leite

A Rede Leite é um programa de pesquisa e desenvolvimento que tem o objetivo principal de contribuir para o fortalecimento e viabilidade da agricultura familiar na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, a partir da geração de conhecimento em um processo de integração entre pesquisadores, extensionistas e famílias de agricultores. É considerado estratégia de apoio ao desenvolvimento, busca produzir novos conhecimentos de forma coletiva e coerente com as condições socioprodutivas dos agroecossistemas.

Atuam diretamente na Rede Leite cerca de 50 famílias de agricultores, 140 extensionistas rurais e 30 pesquisadores. Abrange 47 municípios correspondentes aos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDES) Noroeste Colonial, Celeiro e Alto Jacuí, beneficiando cerca de 18 mil agricultores com atividade leiteira.

“O trabalho com esses agricultores ganhou dimensões interessantes. Nos dias de campo, damos espaço para que pesquisadores, extensionistas e agricultores se manifestem e falem das suas atividades. Todos trabalham juntos e, com isso, estamos avançando”, explicou Silva.

 

 

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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