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Fórum Agro 4.0 – Avicultores orientados sobre cuidados com a salmonela e tecnologia dark house

06/12/2019

O segmento aves recebeu atenção especial no II Fórum Internacional de Agronegócio 4.0, realizado em Teutônia no mês de novembro, promoção da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul (AHKRS), com o apoio da Cooperativa Languiru e parceiros.

Beto Markus (e), gerente de fomento do Setor de Suínos da Languiru, conduziu debate com a participação dos palestrantes Eduardo Muniz (c) e Cristiano Pereira (Foto: Leandro Augusto Hamester)

 

Salmonela

 

“Tecnologia para o controle da salmonela” foi a abordagem do médico veterinário Eduardo Muniz, gerente técnico da área de aves da empresa Zoetis. Ele reforçou a importância do tema, problema que atinge a avicultura brasileira. “Somos um grande exportador e o microrganismo tem sido detectado nas criações. Cada vez mais precisamos buscar formas de controle da salmonela, e o mais eficaz está no conjunto biosseguridade e vacinação”, alertou.

Muniz defendeu trabalho de conscientização. “É fundamental entender o problema, como ele ocorre, o comportamento do microrganismo. A extensão rural e a assistência técnica junto ao produtor são essenciais para implementação de programa integrado que envolve métodos de prevenção”, frisou, acrescentando que, inclusive, abatedouros brasileiros tiveram a sua exportação interditada em função do problema.

 

Dark house

 

As vantagens e alternativas de adaptação do sistema dark house na avicultura foram apresentadas pelo gerente regional da Coob/Vantress, Cristiano Pereira. Para o palestrante, trata-se de ambiente especial no desenvolvimento das aves. “No dark house, fazemos com que o alimento do frango realmente vá para o seu ganho de peso e desenvolvimento. É uma questão de bem-estar animal e de desempenho desse frango, e logicamente de retorno de capital investido. O modelo de estrutura possui custo de investimento alto, por isso é essencial avaliar o ponto de equilíbrio do negócio, o quanto esse investimento se torna positivo para a companhia e para o produtor”, alertou.

O palestrante explicou que o investimento em dark house é de pelo menos o dobro do sistema convencional, levando cerca de dez anos para se pagar, considerando as linhas de financiamento disponíveis. “Isso também leva em consideração as práticas de manejo para obter resultados com os lotes. É preciso aprender a lidar com essa tecnologia, exigindo um produtor diferenciado dentro dessa granja. Ao mesmo tempo, é um sistema que facilita a mão de obra nas propriedades rurais no tocante ao jovem de hoje, que vê o trabalho nesse modelo de granja muito mais leve”, defendeu, valorizando a qualificação da assistência técnica. “São esses profissionais que estarão no dia a dia nas propriedades solucionando dúvidas dos produtores.”

 

 

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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