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Evolução – Produtor da cooperativa investe em sistema de ordenha robotizado

20/07/2019

A cadeia produtiva do leite tem evoluído no sequenciamento genético, na formulação da nutrição, nos ajustes de manejo e na inserção de máquinas. Esses avanços favorecem o produtor rural, que consegue receber mais pelo seu produto e melhora a qualidade de vida.

Família Brackmann mostrou a nova tecnologia de ordenha ao presidente Dirceu Bayer e técnicos em Agropecuária Mauro Aschebrock e Lúcio Wahlbrinck (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

Essa revolução tecnológica chegou à propriedade rural do casal Moacir Brackmann (44) e Deise Cristiane Von Muhlen Brackmann (30), localizada em Linha Clara Fundos, município de Teutônia. No mês de fevereiro decidiram investir em sistema robotizado de ordenha, curiosamente logo depois de cogitarem vender o rebanho e investir na avicultura. Prevaleceu o futuro dos filhos, que já mostram sinais de que desejam seguir no campo. Os dois robôs foram instalados no mês de junho, tecnologia holandesa que possibilitou uma transição na propriedade rural, que conta com cerca de 200 animais, entre vacas em lactação, vacas secas e novilhas cobertas.

 

Plantel recebe estímulo para ordenha

 

O sistema oferece modernidade, flexibilidade e informações estratégicas. Cada vaca pode ser ordenhado até quatro vezes por dia, graças à leitura de um chip inserido em colar pendurado no pescoço do animal, que controla a programação de ordenha. “As vacas se dirigem aos robôs quando sentem a pressão do leite pelo úbere cheio ou atraídas por uma ração específica”, conta Deise.

Robô concentra informações sobre volumes de produção e sanidade dos animais

Quando o sistema permite a ordenha, o animal entra numa baia onde o robô começa a operar, iniciando pela eliminação de seis jatos de leite de cada teto. Para completar, uma escova higieniza os tetos com solução de água e produto especial. “Percebemos que aumentou a produção em função do maior número de ordenhas diárias”, confirma Deise.

 

Relatório e dieta individual

 

O sistema armazena informações fundamentais para o gerenciamento adequado do rebanho. É possível conferir se a vaca corre risco de pegar mamite, a média de volume produzido e até se o animal está em cio. Quando o sistema acusa alguma inconformidade, dispara chamada para o telefone fixo da casa ou para o celular de Deise. “Percebemos que o horário que as vacas mais procuram o robô é das 3h às 5h da manhã”, revela.

A dieta do rebanho também foi ajustada em função dos robôs, uma vez que não é indicado usar ração farelada em virtude da poeira. Nas baias de ordenha é usada ração peletizada para gado leiteiro da Languiru. No cocho é servida silagem, pré-secado, milho moído, farelo de soja e sal mineral. “Cada vaca ganha ração conforme a produção”, esclarece Deise.

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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