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Evento instrui sobre produção de silagem, implementação de pastagens e sanidade na ordenha

23/02/2017

Localizada em Linha Germano, município de Teutônia, a propriedade do produtor de leite Airton O. Hepp foi sede de importante evento técnico no dia 22 de fevereiro. O Dia de Campo organizado pela Cooperativa Languiru em parceria com a Emater/Ascar-RS e a KWS Sementes foi prestigiado por aproximadamente 60 produtores de leite, que receberam informações sobre plantio e adubação de pastagens, nova variedade de híbridos, produção de silagem e procedimentos de ordenha. O objetivo foi mostrar aos produtores formas adequadas de oferecer um volumoso de qualidade e uma dieta balanceada ao rebanho.

Engenheiro agrônomo Michael Serpa falou sobre a implementação de pastagens permanentes e o manejo da adubação (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

Além da presença de associados da cooperativa que residem na própria localidade, o evento também foi prestigiado por produtores de leite de comunidades vizinhas, representantes da Administração Municipal de Westfália, da Secretaria de Agricultura de Teutônia e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Teutônia com Extensão de Base em Westfália. Como de costume, estiveram presentes técnicos em agropecuária do Setor de Leite do Departamento Técnico e representantes das lojas Agrocenter Languiru.

 

Cultivares de milho para grão e silagem

 

O representante comercial da KWS no Vale do Taquari, Nestor G. Schneider, apresentou cinco tipos de híbridos para grão e silagem da marca europeia KWS. O engenheiro agrônomo falou do RB 9110 PRO2, um milho super precoce indicado para quem deseja plantar no cedo, e do RB 9004 PRO2, um milho cujo foco é a produção de silagem no cedo e no tarde, com tamanho e compensação da espiga. Observou que o RB 9006 PRO2 é um milho para plantio no tarde em função do empalhamento e sanidade das folhas. Schneider adiantou que o RB 9330 PRO2 é um milho que será lançado ainda no primeiro semestre, ingressando no mercado com preço inferior. Sobre o Sorgo BRS 655, destacou a sanidade foliar e o rendimento. “A entrada da KWS no mercado vai ser importante para balizar os preços de sementes de híbridos”, alertou.

 

Cuidado redobrado na ensilagem

 

O coordenador do Centro Regional de Formação de Agricultores (CERTA), Maicon Berwanger, contribuiu com informações para a produção de silagem com grande valor nutricional. O técnico em agropecuária indicou que a colheita da lavoura de milho deve ser efetivada quando a “linha do leite” estiver mais da metade do grão. Antes de decidirem realizar a colheita, recomendou aos produtores que entrem no meio da lavoura para colher algumas espigas e averiguar a maturidade dos grãos. “Se começar a colher antes, o milho pode não ter a fermentação correta”, acrescentou.

Nestor Schneider apresentou cinco tipos de híbridos para grão e silagem

Sobre o formato do silo, reiterou sua preferência pelo silo trincheira, pois diminui a possibilidade de caírem partículas fora do silo. Aconselhou posicionar o trator menos pesado para tocar a ensiladeira e o trator mais pesado para realizar a compactação do silo. “Durante a ensilagem, o operador deve evitar transitar com o trator ao redor do silo, porque as rodas podem sujar de terra. Mais tarde, isto pode prejudicar a conservação da silagem”, alertou.

Berwanger frisou que os produtores devem evitar a entrada de ar na silagem, o que, mais tarde, pode contribuir para mofar o silo. Lembrou que a lona deve ser de material virgem não-reciclável e posicionada em cima do silo sempre com o lado branco para cima. Esta prática ameniza a possibilidade de aquecimento do silo. “Um indicativo para ver se a silagem ficou boa é averiguar o silo depois de 14 dias. Se a silagem estiver em temperatura ambiente, o processo foi encaminhado da forma correta”, afirmou. O mecânico de máquinas agrícolas do Agrocenter Languiru, Adelar Felker, também participou dos trabalhos na estação e compartilhou instruções sobre a regulagem e a afiação das facas e contra-facas.

 

Implementação de pastagens e manejo da adubação

 

Extensionistas da Emater/Ascar-RS, o engenheiro agrônomo Michael Serpa e o técnico em agropecuária Carlos D. Fries falaram sobre a implementação de pastagens permanentes, assim como do manejo da adubação. Explicaram como esses procedimentos podem aumentar o rendimento na atividade rural e diminuir os custos de produção. “A rotação de culturas permite reduzir o uso de concentrado e aumentar a produção do rebanho. Também é importante fazer análise do solo para equilibrar os nutrientes”, enfatizou Serpa.

Felker (e) abordou afiação da faca e da contra-faca, e Berwanger falou do processo de produção de silagem

 

Procedimentos de ordenha

 

O técnico em agropecuária do Setor de Leite do Departamento Técnico da Languiru, Tiago L. Schneider, trouxe recomendações para que os associados obtenham uma matéria-prima de qualidade. Lembrou que é importante atentar para o bem-estar e o conforto animal, no sentido de que a vaca se sinta bem e a ordenha tenha fluência. “Os três primeiros jatos de leite devem ser descartados, no intuito de limpar o canal do leite e estimular no animal a descida do leite. Em seguida, deve-se desinfetar os tetos com solução pré-ordenha, secar com papel toalha os tetos e só então iniciar a ordenha. Os tetos somente devem ser lavados se estiverem muito sujos, com água potável”, ensinou.

Schneider frisou que após a ordenha é importante aplicar a solução pós-ordenha, que visa manter a sanidade e integridade dos tetos. Da mesma forma, observou que os equipamentos e utensílios devem ser limpos imediatamente após cada ordenha. “A ordenhadeira deve ser enxaguada com água morna, seguida de lavagem alcalina e novamente enxague com água limpa. Além disso, de duas a três vezes por semana, além da lavagem com detergente alcalino, é recomendado limpar os equipamentos e utensílios com detergente ácido, sempre levando em consideração as recomendações dos fabricantes do equipamento e dos produtos de limpeza, assim como as dosagens dos detergentes”, apontou. Schneider também aconselhou limpar o tanque resfriador com detergente neutro ou alcalino e regularmente com detergente ácido, imediatamente após a coleta do leite.

 

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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