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Estrela Multifeira – Cinco dias de negócios, debates e valorização do potencial regional

13/09/2019

A 6ª Estrela Multifeira, realizada de 04 a 07 de setembro, reuniu cerca de 200 expositores que valorizaram a diversidade econômica e produtiva do Vale do Taquari. O Porto de Estrela atraiu público de 34 mil pessoas e a Cooperativa Languiru também marcou presença com a exposição de máquinas e implementos agrícolas, apresentação do portfólio das Rações Languiru e degustação de produtos.

No pavilhão destinado à pecuária, a cooperativa também esteve representada. Os associados Paulo Birck, Danilo Wülfing, Pedro Lenhard e João Collet exibiram novilhas, valorizando o potencial genético das propriedades rurais que entregam produção leiteira à Languiru.

Exposição ao ar livre contou com a participação do segmento de máquinas do Agrocenter Languiru (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

 

“Enquanto houver fome, não haverá paz”

 

O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Roberto Rodrigues, abordou o tema “Perspectivas do agronegócio brasileiro” no Dia do Empreendedor Rural, realizado no dia 05. Durante a palestra, lamentou a falta do surgimento de novas lideranças no campo, consequência da transformação do mundo rural em urbano. Também destacou que o Brasil necessita incrementar a produção de alimentos em 40% nos próximos dez anos, conforme estudos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Enquanto houver fome, não haverá paz”, entende.

Rodrigues ressaltou que o agronegócio brasileiro representa 21% do PIB do país e 42% das exportações, gerando 20% dos empregos. Para ele, é necessário organizar estratégias de renda, comércio e logística para modificar a imagem “errônea” sobre desmatamento e consumo de veneno. “Se não formos sustentáveis econômica, social e ambientalmente, não vamos vender produção lá fora e vamos perder mercado”, alertou.

Associados da cooperativa levaram novilhas para a feira agropecuária

Classificou o desenvolvimento do agronegócio brasileiro como “espetacular”, muito em função da qualificação dos empreendedores mais jovens, e prevê que o cooperativismo será valorizado como importante ferramenta para agregar renda e ganhar escala. “A sociedade tem que entender que o herói brasileiro é o agricultor”, declarou.

 

Maior profissionalismo, menor preocupação com normativas

 

No painel “Benefícios da Nova Normativa para a Cadeia Leiteira”, a auditora fiscal agropecuária do MAPA, Milena Cristine Cé, comentou as regulamentações das Instruções Normativas (INs) 76 e 77; o gerente técnico comercial da Launer Química, Alexandre Oliveira, explicou as características e diferenças entre a Contagem de Células Somáticas (CCS) e a Contagem Bacteriana Total (CBT); o engenheiro mecânico da Metanox, Júlio Silveira, elencou as dificuldades encontradas no transporte de leite e compartilhou informações sobre novas tecnologias nesta área; e a consultora técnica da Machado Agropecuária, Maristela Bombana, enfatizou aspectos relacionados à manutenção preventiva dos equipamentos de ordenha, frisando que todos os esforços feitos no manejo, na nutrição, no melhoramento genético e na sanidade refletem na ordenha.

O químico industrial e especialista em engenharia de produção do Unianálises, Anderson Stieven, ainda ressaltou a evolução alcançada na qualidade do leite do Vale do Taquari. Entre os meses de junho e agosto a melhoria global foi de 35% a menos de contagem bacteriana, sendo que a meta é reduzir em 65% até o mês de outubro. “Os planos de ação vão propiciar ferramentas para trabalhar a qualidade nas propriedades rurais”, observou.

 

Case de associado

 

O destaque do painel ficou por conta da apresentação do case da Granja Lenhardt, localizada em Novo Paraíso, município de Estrela. A propriedade rural envasa leite em sachet com marca própria e entrega parte do volume à Cooperativa Languiru. O produtor Roberto Oliveira, marido da associada Eliane de Oliveira, falou sobre o histórico da propriedade, uma das primeiras da região a se enquadrar no Leite B, nos anos 80, e destacou que foi uma das primeiras a receber a certificação de Boas Práticas de Fazenda (BPF) da Languiru. “Sempre buscamos ser pioneiros ao longo dos anos”, reiterou.

Oliveira destacou que o profissionalismo deve imperar no campo

Oliveira elencou os processos implementados na propriedade para obter matéria-prima de alta qualidade: higiene na ordenha, resfriamento do leite em menos de duas horas e conservação do leite abaixo de 4° C. “Nós produtores devemos nos conscientizar que produzimos alimento”, defendeu.

Ele entende que as normativas contribuem para desenvolver a produção no campo e melhorar o ambiente da indústria. “Quanto mais profissional a gente for, menos vamos nos preocupar com a fiscalização”, afirmou.

 

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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