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Especial 25 de Julho – Colono e motorista, fundamentais para o alimento na sua mesa

25/07/2019

Eles dependem das condições climáticas e, por vezes, contam com a sorte para que nenhum problema sanitário atinja rebanhos ou lotes. Como se isso já não bastasse, enfrentam constante oscilação de preços e precisam cumprir exigentes legislações para continuar com as atividades da propriedade rural. No Brasil, eles formam uma população de 15 milhões de pessoas que cultivam 350 milhões de hectares, dado revelado pelo Censo 2017.

Não menos importante, outra classe pode ficar dias fora de casa para assegurar o sustento da família. Eles transitam por rodovias em condições precárias, lidam com a oscilação de preços dos combustíveis e enfrentam a insegurança do trânsito, além dos custos de manutenção. Segundo levantamento realizado em 2016 pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o país soma 111 mil empresas de transporte rodoviário de carga e 553 mil caminhoneiros autônomos.

Esse é o cotidiano de produtores rurais e transportadores, fundamentais para que tenhamos acesso a alimentos frescos e de qualidade diariamente. Para homenagear essas classes, no dia 25 de julho celebramos o Dia do Colono e do Motorista.

A Cooperativa Languiru festeja a data, sabendo que deve a sua longevidade ao empenho de quem planta, cria e transporta pelos quatro cantos deste país. Os números retratam a importância dessas classes: o quadro social conta com 2,3 mil produtores rurais que produzem leite, criam aves e suínos (integrações), plantam milho e hortifrutigranjeiros, em propriedades rurais situadas em 69 municípios gaúchos; a logística da cooperativa chega a movimentar, diariamente, 120 veículos de transporte de carga, que carregam animais, rações e produtos de gênero alimentício.

 

Reconhecimento

 

Ele trabalhou por mais de uma década no comércio, no entanto, redescobriu que o campo é o seu lugar. Aldair José Lenhard (38) é produtor de leite com propriedade em Linha São Luís, município de Estrela. A família do associado ficou 15 anos sem lidar com gado leiteiro. O sustento dos pais veio da avicultura por um bom tempo, porém, as instalações e a terra fértil estimularam a família a refazer os planos. “Decidimos recomeçar com a produção de leite para diversificar a renda da propriedade rural. O técnico da cooperativa nos visitou e optamos em entregar a produção para a Languiru”, relembra.

Lenhard acha que os produtores rurais da região são diferenciados pelas instalações e conhecimento (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

Hoje, a cada dois dias, o caminhão busca 600 litros de leite na propriedade e leva à Indústria de Laticínios da Languiru. O associado organiza o plantio de pastagens, cuida da agenda sanitária do rebanho e da dieta do gado leiteiro. Já a ordenha é realizada pela mãe, dona Vera.

Lenhard entende que o produtor rural deveria ser mais valorizado pela sociedade, uma vez que a rotina para produzir alimentos é dura. “A data (Colono e Motorista) é um reconhecimento àqueles que trabalham de sol a sol por um propósito maior”, afirma. O associado condena a imagem “romântica” que a grande mídia passa do campo e destaca que existe muita tecnologia nas propriedades rurais. “Estamos em uma região privilegiada a nível de produtor rural em função das instalações e do acesso ao conhecimento”, compara.

 

Cuidando da marca

 

Ele já carregou matéria-prima de propriedades rurais e alimentos produzidos pela Languiru. Há 27 anos, a cooperativa entrou na vida do poço-antense Valdir Antônio Pletsch (51), quando começou a recolher leite em tarros (baldes de ferro) de propriedades rurais de associados da Languiru. “Desde criança eu sempre tinha vontade de trabalhar com caminhão. Meu filho também já é apaixonado por caminhão”, admite.

Pletsch ressalta o comprometimento que tem com a Languiru

O tempo passou e o transportador decidiu executar outro tipo de serviço com caminhões. Hoje, três veículos prestam serviços gerais e dois câmara fria transportam os produtos da Languiru pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. “Se precisar fazer um frete no sábado ou no domingo, eu vou, porque visto a camisa da Languiru”, argumenta.

Pletsch analisa o momento da profissão e lamenta as condições das rodovias. Conta que já teve pneu furado, aro rachado e molas quebradas. Por outro lado, ressalta a tecnologia dos grandes veículos de carga, que oferecem mais conforto e controle automático de refrigeração das câmaras frias. “Antigamente os caminhões ligavam o frio com motor de Fusca”, ironiza. Destaca que procura entregar a carga sempre da melhor forma possível e revela a imagem positiva dos supermercadistas. “Nas câmaras frias dos meus caminhões tem o emblema da cooperativa e, por isso, tenho que cuidar do nome da Languiru”, afirma.

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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