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Dia Internacional do Cooperativismo – Languiru chega a seis décadas de história

02/07/2015

O Brasil enfrenta grandes desafios para retomar o crescimento econômico e tornar a sociedade mais igualitária. Na construção de um futuro que seja pujante, capaz de promover a inclusão produtiva e a transformação da vida das pessoas, o cooperativismo se apresenta como um dos grandes aliados.

O país tem 6,8 mil cooperativas que, por sua vez, possuem um quadro social de mais de 11 milhões de associados, conforme dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Esse número salta para 46 milhões de pessoas se somadas as famílias dos cooperados, ou seja, 22% da população brasileira. O sistema gera mais de 330 mil empregos em diferentes ramos, como agropecuário, crédito, habitacional, consumo, educacional, especial, infraestrutura, mineração, produção, saúde, trabalho, transporte e turismo e lazer.

Esses dados mostram a competitividade do cooperativismo nacional, que se consolidou em diversas regiões e continua sendo o sistema mais viável para a composição de uma sociedade mais democrática, justa e autônoma. E o dia 04 de julho de 2015 é reservado para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo.

 

Ramo agropecuário

 

O ramo mais representativo do cooperativismo brasileiro é o agropecuário, cuja importância é comprovada pelos números. De acordo com a OCB, hoje são mais de 1,5 mil cooperativas agropecuárias, que reúnem mais de um milhão de associados, com maior representatividade na Região Sul. Um desses locais onde as cooperativas brasileiras encontraram um ambiente favorável pera prosperar é no Rio Grande do Sul, mais precisamente no Vale do Taquari.

 

Panorama

 

A Cooperativa Languiru é um exemplo de que o cooperativismo pode trazer inúmeras vantagens, tanto no campo quanto na cidade. Prestes a completar 60 anos de história em 13 de novembro, a cooperativa teutoniense vive uma fase de expansão de seus negócios estratégicos, priorizando a diversificação das atividades. A Languiru atua nos setores de aves, leite, suínos, rações, supermercados, lojas agropecuárias e de bazar, como também no de postos de combustíveis.

O município de Teutônia viu ela surgir e crescer, e compartilha o desenvolvimento proporcionado pelo trabalho da cooperativa com outras cidades, principalmente do Vale do Taquari. A Languiru exerce inegável participação na vida de milhares de pessoas. O quadro social envolve mais de seis mil associados, em sua maioria produtores que residem em pequenas propriedades onde vivem de duas até três famílias.

Frigorífico de Suínos da Languiru, instalado em Poço das Antas, é o maior investimento da história da cooperativa, inaugurado em abril de 2012 (Foto: DIvulgação Languiru)
Frigorífico de Suínos da Languiru, instalado em Poço das Antas, é o maior investimento da história da cooperativa, inaugurado em abril de 2012 (Foto: DIvulgação Languiru)

A matéria-prima das indústrias é captada em mais de 70 municípios do Vale do Taquari, Vale do Rio Pardo, Vale do Caí e da Serra. A cooperativa oferece assistência técnica gratuita para seus associados, visando a melhora contínua dos índices de produção. O quadro social também tem acesso a mais de 60 benefícios de ordem econômica, social e cultural. Da mesma forma, a cooperativa gera mais de três mil postos de trabalho em granjas e unidades administrativas, industrias e comerciais localizadas em 13 municípios gaúchos. Estima-se que em torno de 40 mil pessoas dependam direta ou indiretamente do andamento dos negócios da Languiru.

A marca da cooperativa é reconhecida pela tradição, diversidade e qualidade dos produtos que representa. No Brasil, os produtos Languiru estão presentes em cerca de 730 municípios, distribuídos em 23 estados, em mais de 15 mil pontos de venda. A cooperativa atravessou fronteiras e comercializa cortes de frango e de suínos para mais de 40 países, sendo que os principais clientes no mercado externo estão no Oriente Médio, na África e na Ásia.

Todo esse trabalho vem sendo reconhecido com homenagens e premiações tanto a nível estadual como a nível nacional. São prêmios que orgulham associados e colaboradores. Visitas de universidades, empresas e até de comitivas de outros países têm sido frequentes, o que comprova a posição de referência da Languiru. Perto de completar uma trajetória de seis décadas, a cooperativa continua desenvolvendo as regiões onde está presente, contribuindo para tornar cada vez mais forte a inserção dos valores do cooperativismo na sociedade.

 

Palavra da direção

 

“A minha vida sempre esteve pautada nos princípios da cooperação mútua e, desde cedo, participei das atividades de diversas cooperativas. Como presidente da Languiru, esses laços foram fortalecidos e tenho a convicção de que o meio mais justo da sociedade alcançar seus objetivos é pela cooperação”, destaca o presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer.

Para ele, o sistema cooperativo tem se fortalecido constantemente. “É um sistema justo à medida em que a adesão pode se dar com uma pequena contribuição individual, não necessitando de elevados valores para investir. Outro fator determinante é o envolvimento de toda a família do cooperado nas atividades da sua cooperativa, fortalecendo os laços de solidariedade e cooperação”, avalia.

Vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier (e), e presidente Dirceu Bayer (Foto: Éderson Moisés Käfer)
Vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier (e), e presidente Dirceu Bayer (Foto: Éderson Moisés Käfer)

Considerando a importância das cooperativas para o Vale do Taquari, Bayer ressalta o envolvimento com a comunidade local. “Todos os recursos captados são aplicados na própria região de atuação e as sobras ainda podem ser distribuídas entre os associados, o que movimenta a economia local e cada vez mais fortalece o sistema.”

O vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier, reafirma a importância das cooperativas agropecuárias para a manutenção dos jovens no campo. “O reflexo da valorização do ser humano, princípio básico da Languiru, tem resultado no aumento significativo do número de associados e no rejuvenescimento do quadro social, refletindo no incremento do volume de produção de aves, suínos e leite”, ressalta, acrescentando que assim como a Languiru, os associados também investiram nas suas propriedades rurais, garantia de manutenção da qualidade dos produtos Languiru.

O cooperativismo tem como característica principal a integração de pessoas em torno de um objetivo comum, e essa integração é fortalecida pela cooperação, que é fundamentada pela igualdade nos direitos e deveres dos associados. Fundamental é divulgar os princípios do cooperativismo e reforçar constantemente o espírito de cooperação entre as pessoas, que além de ser uma forma de trabalho e subsistência, é um meio para integrar a sociedade e promulgar o bem ao próximo.

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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