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Dia dos Pais – Nunca é tarde para recomeçar quando existe sincronia

07/08/2019

Eles participam da nossa jornada com brincadeiras na infância, conselhos na adolescência e a recordação de histórias na fase adulta. Simbolizam o companheirismo nos momentos de alegria e suporte nas horas difíceis. Ser pai é uma tarefa que exige comprometimento, equilíbrio e afeição. A Cooperativa Languiru foi o lugar onde milhares de pais já deram a sua parcela de contribuição para o sucesso da organização. Da mesma forma, outros milhares seguem colaborando para manter viva essa história do cooperativismo. Um desses pais reside no município de Colinas. Ruy Decker (63) decidiu investir na suinocultura e abriu as portas da propriedade rural para o filho, Alex (38).

Alex (e) voltou para casa com intuito de tocar a granja de matrizes suínas com o pai Ruy (d) (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

 

Parceria inesperada

 

Ruy ingressou no agronegócio aos 24 anos, quando decidiu investir na construção de um aviário ao se mudar para Colinas. Com o passar do tempo, resolveu parar com a atividade em função dos grandes investimentos exigidos pela integradora. Como desejava continuar no campo, acabou se tornando suinocultor da Languiru em 2001. “Queria criar frango para a cooperativa, porém, não havia mais vaga na integração”, justifica.

O associado virou produtor de leitões e, recentemente, construiu uma nova maternidade na propriedade rural. Desta forma irá conseguir aumentar a capacidade para alojar até 300 animais. Tudo isso pensando no filho, que decidiu voltar para o campo, após décadas trabalhando em órgãos públicos, banco estadual, transportadora e cooperativa do ramo da saúde. “Não imaginava voltar a morar na zona rural, no entanto, conversei com os meus pais e com outros produtores rurais”, explica.

 

Afinidade em dose dupla

 

Ruy destaca o apoio prestado pela cooperativa, especialmente a assistência técnica do Setor de Suínos. “Ter meu filho trabalhando comigo facilita a criação das matrizes”, argumenta. Já Alex revela que percebeu uma forte conexão entre associados e cooperativa, elencando a confiança como fator decisivo para o desenvolvimento das propriedades rurais. “Quero modernizar a granja instalando energia solar e climatização”, projeta.

O filho destaca que voltou à propriedade para ajudar os pais e que não foi uma novidade gerenciar a integração. “Meu pai ficou um tempo fora por problemas de saúde e tive que cuidar da alimentação e manejo das matrizes”, revela. Dividir as tarefas com o pai significa um aprendizado diário baseado na sensibilidade e reflexão. “Atritos sempre vão surgir, porém, são saudáveis para a evolução da propriedade rural”, entende.

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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