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Cooperativismo, Colono e Motorista – Languiru, cooperativa de quem produz e transporta

30/06/2017

No dia 1º de julho comemoramos o Dia Internacional do Cooperativismo, data especial celebrada anualmente no primeiro sábado do mês de julho. O cooperativismo move o Estado e desenvolve a economia gaúcha, cria oportunidades de emprego e de negócios, promove o desenvolvimento, incentiva o empreendedorismo e gera mais qualidade de vida para todos os gaúchos.

O trabalho das cooperativas representa 10,05% do PIB do Rio Grande do Sul. Em 2016, as cooperativas gaúchas registraram faturamento de R$ 41,2 bilhões e, desse total, o ramo agropecuário representou R$ 25,4 bilhões, investindo mais de R$ 2,5 bilhões nos últimos quatro anos nas cadeias de soja, milho, leite, arroz e trigo.

As cooperativas do Rio Grande do Sul contam com 2,8 milhões de sócios, distribuídos em 420 organizações – é o segundo Estado com o maior número de associados no Brasil. Ao todo, 74,5% da população gaúcha está envolvida no cooperativismo.

 

Eles produzem e transportam o progresso da cooperativa

 

Além do Dia Internacional do Cooperativismo, julho também é um mês especial no calendário da Cooperativa Languiru pelas comemorações do Dia do Colono e do Motorista. De certa forma, o colono também é lembrado no dia 28, quando celebramos o Dia do Agricultor. Duas classes vitais para a execução das atividades da Languiru, tanto o colono/agricultor como o motorista são responsáveis diretos e indiretos pela chegada dos produtos da cooperativa nos cinco continentes.

Para o presidente Dirceu Bayer, tanto produtores como transportadores assimilaram com naturalidade os princípios do cooperativismo e a filosofia de trabalho da Languiru. “Qualidade e eficiência estão presentes nos índices de produção e no transporte de mercadorias. O empenho desses profissionais do campo e da estrada nos permite comemorar o posto de segunda maior cooperativa de produção no Rio Grande do Sul. Por isso, nossa homenagem e agradecimento aos agricultores e motoristas.”

O vice-presidente Renato Kreimeier acrescenta que “a maior riqueza da Cooperativa Languiru está nas pessoas que compõem o quadro social e de colaboradores, nas pessoas que compõem nosso círculo de relacionamento, que fazem parte da ‘Família Languiru’”.

 

Motorista está no sangue

 

O transportador de suínos terminação Gustavo Bissolotti (36), leva, da madrugada de segunda-feira ao meio-dia de sexta-feira, animais entre 125Kg e 140Kg para o abate no Frigorífico de Suínos da Languiru, em Poço das Antas. Ele trabalha para empresa que presta serviço terceirizado de transporte à cooperativa, percorrendo diferentes localidades dos Vales do Taquari e do Caí, onde a cooperativa conta com associados que produzem suínos.

Bissolotti: “A minha vocação vem de berço”

O pai de Bissolotti transportava farelo de Porto Alegre, Caxias do Sul e Bento Gonçalves para abastecer a Fábrica de Rações da Languiru, em Estrela. Com o passar do tempo, o jovem foi gostando da lida e começou a assumir a vocação de transportador para ajudar o pai. “A minha vocação vem de berço”, afirma.

Trabalhar com transporte sempre foi o sonho de Bissolotti, e ele sabe da importância da profissão. “O colono e o motorista são duas funções muito importantes para o desenvolvimento do país. O motorista transporta toda a riqueza e o colono produz. O que seria do Brasil sem essas duas classes?”, questiona.

Apesar da importância da profissão, ele lamenta a condição viária brasileira. “O transporte no país é péssimo. Deveríamos contar com uma estrutura de rodovias mais segura. À noite, por exemplo, não temos onde parar para dormir”, comenta. Na região, Bissolotti entende que o transporte é bom, considerando que a maioria das estradas estaduais e federais apresentam melhores condições num comparativo com o resto do Estado e do país. “Como transportador, me sinto importante e honrado em levar até a indústria a riqueza que o produtor rural gera com tanto suor no seu dia a dia”, conclui.

 

A sucessão como motivação

 

Com propriedade em Linha Lenz, município de Estrela, o produtor de leite e suínos, Darci Decker (69) mantém sua família fiel à produção agropecuária. Hoje, sua maior motivação em seguir na atividade está na permanência do filho, Marcelo, e da nora, Marciane, para a sucessão na propriedade. Cada um tem a sua tarefa: Decker cuida mais da reposição do plantel, ou seja, das terneiras e novilhas; Marcelo é responsável pela nutrição do gado leiteiro e pela engorda de 500 suínos da fase terminação; Marciane e a esposa Nilza ordenham as vacas, que produzem 1,3 mil litros de leite por dia. “Conseguimos progredir muito, principalmente nos últimos anos. Investimos em máquinas, implementos e instalações, especialmente no setor leiteiro. A automação facilita o trabalho”, conta.

Decker: “Tem que saber administrar, com os pés no chão” (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

O associado lembra de viagens técnicas que a cooperativa proporcionou e entende que o produtor rural deve ter vontade de trabalhar, além de gostar daquilo que faz. “A gente cresceu junto com a Languiru, e o produtor rural deve aceitar a assistência técnica oferecida pela cooperativa”, opina.

Entre as dificuldades no campo, Decker condena a falta de uma política de preços para a produção primária, o que valorizaria o setor e poderia reforçar a exportação nacional. Da mesma forma, ele repudia a importação de leite em pó realizada pelo governo brasileiro, o que contribui para desestimular a sucessão rural.

Decker entende que o produtor deve ser profissional para ter condições de permanecer no campo. “Tem que saber administrar, com os pés no chão. Nós, produtores rurais, somos pouco valorizados, prova disso é a reforma política que está sendo proposta na Previdência Social”, acrescenta.

Associado há mais de 40 anos, ressalta a facilidade de acesso à direção da Languiru. “Desde que integro o quadro social, não lembro da cooperativa ter ficado devendo um centavo para algum associado”, afirma, com autoridade de quem participa há anos do processo de nucleação da Languiru. “Parabéns para nós, colonos e motoristas. Sem esses dois profissionais a cidade não come”, conclui Decker.

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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