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Como enfrentar o calor e criar um ambiente favorável para o ganho de peso na suinocultura

06/01/2019

Nos primeiros três meses do ano, é comum a elevação das temperaturas nas integrações de suínos, fato que deve redobrar a atenção do produtor. Os indícios mais visíveis são a diminuição do consumo de ração, disputa acirrada pelo bebedouro e aumento do estresse dos animais. Todos esses aspectos podem afetar a conversão do lote e também reduzir o Ganho de Peso Diário (GPD).

Exaustores formam ‘túneis’ de vento dentro da pocilga, fazendo com que o ambiente se torne agradável para o lote (Fotos:: Éderson Moisés Käfer)

Na Terminação, os cuidados com o manejo do lote e a estrutura da pocilga ganham ainda mais relevância, já que é a etapa que antecede o abate. O uso de sombreamento nas laterais e cabeceiras das pocilgas é fundamental para impedir ou amenizar o “aquecimento” das estruturas. Ventiladores são importantes para movimentar o ar dentro das instalações, contribuem para expulsar o “bafo” e amenizar a sensação de calor. Pode-se utilizar o sistema de gotejamento nas horas mais quentes do dia, auxiliando para refrescar e deixar os suínos mais calmos, diminuindo os casos de morte súbita que ocorrem no terço final da Terminação. Outro ponto positivo do gotejamento é ajudar a soltar o cascão que se forma durante o lote, diminuindo a formação de gases e também proporcionando uma melhor ambiência para os suínos. Esse conjunto de ações contribui para colocar em prática aspectos relacionados ao bem-estar animal, melhora a conversão do lote, valoriza o trabalho do associado e direciona carcaças mais regulares ao abate.

Está com dúvidas sobre o manejo mais adequado do lote no verão? Contate o técnico da cooperativa que visita a sua propriedade ou dirija-se ao Setor de Suínos do Departamento Técnico da Languiru.

 

Monitoramento da rede de água

 

Com propriedade em Linha Delfina, município de Estrela, Guilherme Petter (29) administra duas pocilgas onde chega a alojar até mil animais por lote. Até o momento, só instalou ventiladores porque ambos os galpões estão localizados em uma parte mais alta da propriedade, onde há ampla circulação de ar. “Realizei o plantio de árvores (álamo) ao redor das pocilgas para que, no futuro, a sensação térmica fique agradável dentro dos galpões. Para abastecer as duas pocilgas, ainda instalei uma caixa d’água que consegue armazenar até 15 mil litros”, complementou.

Guilherme Petter aconselha fiscalizar a rede de água para evitar qualquer contratempo

Na mesma propriedade, o pai do jovem associado supervisiona outras três pocilgas, onde foram instalados sistemas de gotejamento e ventiladores. Os equipamentos foram disponibilizados nessas instalações pelo fato de que os galpões estão localizados numa parte mais baixa da propriedade rural. Ressaltou que em todas as pocilgas há água a vontade para os animais. “É bom monitorar a rede para não faltar água e ter uma boa capacidade de reservatório em caso de falta”, aconselhou.

Sobre o manejo no verão, sugere entrar sempre nas primeiras horas da manhã na pocilga, com o intuito de conferir se não há alguma irregularidade dentro da estrutura. Revela que, conforme o clima, chega a entrar cinco vezes por dia nas pocilgas. “Uma consequência do excesso de calor é a perda de conversão alimentar e os animais ficam mais estressados com disputa de espaço na baia”, avisa.

 

Climatização aumentou percentual da conversão alimentar

 

Outro jovem associado que mantém a vigilância nestes períodos de grande calor é Renan Jordi Brune (20), cuja propriedade fica em Linha Clara, município de Teutônia. Junto com os pais, administra dois galpões onde realiza a engorda de suínos.

Na pocilga mais antiga da propriedade consegue alojar até 460 suínos por lote. A estrutura já foi ampliada duas vezes para oferecer mais conforto aos animais, porém, no verão, os cuidados são intensificados. “Quando começa a esquentar temos que baixar as cortinas e ligar a nebulização. Outra medida é ficar mais tempo no galpão para separar os animais que acabam ficando estressados com o calor”, relata Brune.

Renan Jordi Brune investiu em climatização na pocilga mais nova da propriedade

A pocilga nova, construída em 2017, comporta até mil animais em cada lote. Nesta estrutura, a família decidiu investir em climatização por meio da instalação de quatro exaustores, que acabam criando um sistema chamado de túnel de vento. As cortinas nunca são baixadas nessa pocilga que possui 64 baias. “Notamos que os animais começaram a ficar mais calmos, houve um aumento do consumo de ração e, consequentemente, um ganho maior de peso”, cita o jovem associado.

Neste quarto lote, decidiram realizar um teste ao fazer uso direto da ventilação por 24 horas. Segundo Brune, a temperatura média fica na casa dos 24° C e a umidade do ar fica em torno de 70% dentro da pocilga. “Não é um ar frio, ou seja, é um ar úmido. Entendo que este é um caminho sem volta porque temos como controlar a temperatura do galpão”, endossa.  Mesmo com toda essa tecnologia, a família não abre mão de fazer, na média, pelo menos três visitas diárias em cada pocilga. Os animais também têm acesso a água 24 horas por dia. “Nos galpões maiores o principal inimigo continua sendo o bafo (gás) gerado pela fermentação do esterco dos animais”, alerta.

 

 

Colaboração: Médico Veterinário Ronaldo Friedrich – Departamento Técnico/Setor de Suínos

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