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Chá das Mães – Mulheres se divertem no décimo encontro promovido pela Cooperativa Languiru

27/05/2014

A Cooperativa Languiru reuniu as mulheres que “alimentam gerações” no 10° Chá das Mães, realizado no dia 22 de maio. A Associação dos Funcionários da cooperativa recebeu cerca de 700 mulheres, no encontro que já é tradição no calendário anual de eventos da Languiru.

Associadas, esposas, filhas, noras e mães de associados que residem na propriedade, se organizaram e vieram de lotações ou trazidas pelos maridos. Recepcionadas no pavilhão social, elas podiam escolher o que fazer primeiro, como desfrutar de sessões gratuitas de massagem e tratamento de beleza com manicures, maquiadoras e design de sobrancelhas, ou aferir a pressão arterial no espaço da Famit. A Ximango contribuiu com a erva-mate e o chimarrão. Já o setor de bazar do Agrocenter Languiru expôs utensílios de cozinha e esteve representado por colaboradoras da loja, que atenderam as associadas.

Cooperativa estimula permanência dos jovens no campo

Com palavras de agradecimento, o presidente da Languiru, Dirceu Bayer, declarou que a grande participação das mulheres no evento motiva a cooperativa a continuar o trabalho. “Chega a dar um calafrio ver tanta gente reunida. Cada vez mais, queremos cultivar esse sentimento que contagia”, afirmou.

Bayer salientou o papel das mães na criação dos filhos e pediu para os jovens valorizarem a presença delas no ceio familiar. “O aconchego de mãe tem muito mais valor que valores materiais”, enfatizou.

Por meio do Programa de Sucessão Familiar, Bayer ressaltou que a cooperativa está reduzindo o êxodo rural, fazendo com que os filhos fiquem próximos às mães na pequena propriedade. “A Languiru está num novo momento, pois estamos envolvendo a Família Languiru. A cooperativa oferece condições para que os jovens fiquem na propriedade e queremos que a mulher participe ativamente daquilo que acontece na Languiru”, propôs.

Associado é o maior patrimônio

Para o vice-presidente Renato Kreimeier, a mãe é o equilíbrio da família. Ressaltando que a cooperativa cresceu cinco vezes nos últimos 12 anos, Kreimeier comentou que as associadas junto a seus familiares, produzem em torno de 600 mil quilos de alimentos por dia. “A estabilidade das propriedades de vocês reflete dentro da Languiru. Se o associado vai bem, a cooperativa também vai bem”, comparou.

Segundo Kreimeier, os modernos parques industriais e as propriedades estruturadas fazem com que a cooperativa esteja preparada para o futuro. “Por mais que a Languiru tenha indústrias e fábricas, o maior patrimônio sempre continuará sendo o associado”, destacou.

Sucessão rural

Alunas do Programa de Sucessão Familiar, as produtoras Aline Sulzbach e Daiane Schmidt trabalham com suas famílias na propriedade rural. Amparadas por um case preparado especialmente para o evento, falaram com orgulho do seu dia a dia e da missão de produzir alimentos.

Para Aline, no campo é necessário buscar a inovação para melhorar a qualidade de vida e dividir os afazeres na propriedade como numa empresa. “Tudo que aprendemos, aplicamos na propriedade. As tecnologias estão aí e precisamos aderir a elas para facilitar o trabalho do dia a dia”, aconselhou. Segundo Aline, o jovem que fica na propriedade não é mais visto como aquele que não tem mais opção, e sim como um empreendedor. Também lembrou o importante papel exercido pelas mulheres na administração da propriedade. “Muitas vezes, o jovem não gosta de ficar na propriedade por não ter independência financeira”, alertou.

Estudantes do Programa de Sucessão Familiar, desenvolvido pela Languiru, ressaltaram a importância do trabalho em conjunto no gerenciamento das propriedades rurais (Foto: Éderson Moisés Käfer)
Estudantes do Programa de Sucessão Familiar, desenvolvido pela Languiru, ressaltaram a importância do trabalho em conjunto no gerenciamento das propriedades rurais (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

Para Daiane, o estimulo dos pais é importante para manter o jovem na propriedade. Ela salientou o papel da mãe na mediação do conflito de gerações entre pais e filhos. “O estudo é fundamental para a permanência dos jovens no campo, pois se ele não acompanhar as evoluções, vai ficar para trás. O jovem precisa ter abertura para contribuir na administração da propriedade”, afirmou. Daiane também destacou a influência da mulher na administração da propriedade, pela sua capacidade de observar o negócio de uma forma mais detalhada. “Quando o negócio é acompanhado de perto, o produtor pode ter muito mais rentabilidade. Na propriedade, tudo deve ser levado na ponta do lápis. Enquanto que eles estão vindo com a farinha, nós já fizemos o pão”, filosofou.

A produtora rural também revelou um dado do IBGE, o qual aponta que 14 mil mulheres estão à frente de propriedades no Brasil. “Se não fosse o trabalho de vocês, muitas pessoas estariam passando fome. Se o agricultor não plantar e o produtor não produzir, a cidade não almoça e não janta”, refletiu Daiane.

A importância da mulher no cooperativismo

A consultora da Fecoagro, Sada Buaes Ordahy, palestrou sobre o tema “A importância da mulher no cooperativismo”. Debatendo a evolução das mulheres nos últimos dois séculos, passando do papel de esposa e mãe para aspirante ao mercado de trabalho, Sada destacou a descoberta de características peculiares das mulheres, que há bem pouco tempo eram consideradas um sexo frágil. “A mulher tem afetividade, sensibilidade, percepção aguçada e versatilidade. Encontramos elas, em todas as classes sociais, trabalhando horas por dia e conciliando os trabalhos da vida pessoal e profissional”, apontou.

Publicitária que presta assessoria para cooperativas e empresas privadas, lembrou que a mulher é a estrutura central da família. Segundo Sada, a força da mulher na família é exemplo para os filhos. “A mulher orienta, ensina, educa, aconselha, alerta e acompanha. Participem das cooperativas, pois os filhos tendem a copiar as mães”, sugeriu.

Sada observou que muitas jovens mulheres estão migrando para a zona urbana à procura de emprego com boa remuneração, ensino de qualidade, tecnologias e ampliação da rede de amigos. Contudo, acabam encontrando dificuldades na cidade grande, como desemprego, dificuldade de moradia, má alimentação e insegurança. “Precisamos mostrar aos nossos filhos que eles podem revolucionar o campo, fazendo a diferença por meio do cooperativismo e reforçando que a família e qualidade de vida são fundamentais para a felicidade. O campo precisa da força dessas mulheres guerreiras que exercem a sua visão de 360° para solidificar suas raízes”, enfatizou.

Mulheres encarando a vida

A professora de biologia e especialista em saúde mental, consultora de qualidade de vida, Vera Miranda, explanou sobre o tema “Mulheres encarando a vida – atitude que faz a diferença”. Usando da interação por meio da música para prender a atenção das produtoras rurais, Vera reforçou que as mulheres necessitam de alegria para provocar mudanças e criar possibilidades. “Sempre se apresente como se fosse a única vez. Ninguém tem a segunda chance de causar a primeira impressão. Temos que fazer a diferença na vida das pessoas”, disse.

Vera aconselhou as mulheres a ser referência, estimulando e colaborando com a família nas atividades do dia a dia. Para ela, as mulheres devem ser vibrantes e procurar o diálogo. “Faça sempre tudo muito bem feito. Quem não sabe o que procura, quando acha não reconhece”, concluiu.

Desfile do Setor de Confecção e Calçados do Supermercado Languiru encerrou programação do dia
Desfile do Setor de Confecção e Calçados do Supermercado Languiru encerrou programação do dia

Desfile de modas

Após as palestras, foi servido o tradicional chá e iniciou o desfile do Setor de Confecção e Calçados do Supermercado Languiru, do Bairro Languiru e de Poço das Antas. Colaboradores dos dois supermercados desfilaram e apresentaram a coleção da moda outono-inverno. Depois de saudarem com aplausos o desfile, as associadas ainda concorreram ao sorteio de brindes.

 

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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