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Aprendiz no Campo – Aprendizes da Languiru criam primeira cooperativa escolar do programa no Estado

07/07/2016

Empreendedorismo, comprometimento, novas oportunidades de aprendizado, experiências que preparam para o mercado de trabalho e a vida. Essas são algumas das palavras que resumem os discursos na assembleia de fundação da Cooperativa Escolar de Aprendizagem Teutônia (COOPEAT), formada e gerenciada pelos estudantes do programa Aprendiz no Campo.

Hortaliças e balas caseiras de mel e gengibre são produzidas e comercializadas pela COOPEAT (Fotos: Leandro Augusto Hamester)
Hortaliças e balas caseiras de mel e gengibre são produzidas e comercializadas pela COOPEAT (Fotos: Leandro Augusto Hamester)

A assembleia foi realizada no dia 05 de julho, em solenidade no Miniauditório do Colégio Teutônia. Participaram da assembleia de fundação os estudantes associados e sócios-fundadores, pais, professores, lideranças ligadas ao cooperativismo teutoniense e imprensa.

A ordem do dia contou com a composição da mesa de trabalho, leitura do edital de convocação, apreciação e votação do estatuto, eleição e posse do Conselho Fiscal e da Diretoria para a gestão 2016-2017, apresentação do plano de gestão e pronunciamentos.

COOPEAT

A Cooperativa Escolar de Aprendizagem Teutônia (COOPEAT) surgiu a partir das atividades desenvolvidas no inédito programa Aprendiz no Campo, cujo lançamento nacional ocorreu no mês de fevereiro na Granja do Colégio Teutônia, com a participação do presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Ocergs-Sescoop/RS), Vergilio Perius. A primeira turma do curso é formada por jovens a partir de 14 anos de idade, todos cotizados pela Cooperativa Languiru. A COOPEAT teve origem a partir de projeto que também conta com a parceria da Sicredi Ouro Branco e do CT, com o objetivo de oportunizar aos jovens uma formação que contribua com o desenvolvimento de futuros líderes, gestores, empreendedores e cidadãos com senso de responsabilidade e participação, por meio da vivência de um modelo cooperativo sustentável.

Presidente da Cooperativa Escolar de Aprendizagem Teutônia (COOPEAT), Letícia Diesel da Costa
Presidente da Cooperativa Escolar de Aprendizagem Teutônia (COOPEAT), Letícia Diesel da Costa

“Assumir como a primeira presidente da COOPEAT é um grande compromisso, uma oportunidade de aprendizado e a vivência de novas experiências. Com isso estamos nos preparando para os desafios da vida e o mercado de trabalho. Estamos plantando ideias com as quais esperamos colher um mundo melhor”, agradeceu a presidente Letícia Diesel da Costa (15).

Seus pares de Diretoria são o vice-presidente Djonatan José Schuck, primeira-secretária Alessandra Laís Wünsch, segunda-secretária Ellen Ellis Griebeler Rucks, primeira-tesoureira Ana Letícia Schmitz Züg, segunda-tesoureira Bruna Letícia Pech, diretor de produção Patrick Horst, diretor de divulgação Daniel Leonardo Fiegenbaum, diretor cultural João Pedro Cardoso e diretora de consumo Paula Forneck Herbert.

O Conselho Fiscal possui como membros efetivos Andressa Eduarda Forneck, Flávio Ferraz e William Guilherme Gehm, com os suplentes Karen Elisa Flach, Matheus Dammann e Thiago Henrique Weschenfelder. A cooperativa, a primeira a ser fundada no programa Aprendiz no Campo no Rio Grande do Sul, produz e comercializa hortaliças e balas caseiras de mel e gengibre.

Capital humano e social

O diretor do Colégio Teutônia, Jonas Rückert, se disse extremamente feliz e demonstrou-se emocionado na assembleia de fundação da cooperativa escolar. “É um momento histórico e especial. No mês em que a nossa mantenedora Fundação Agrícola Teutônia (FAT) completa 64 anos de atividades, apresentamos a cooperativa dos nossos estudantes. Mais do que contribuir como preparação para o mercado de trabalho, esse projeto contribui para a formação social desses jovens, cujo maior patrimônio são as pessoas. Isso tudo é um sinal de esperança que depositamos nos nossos jovens, por um mundo melhor, por um Brasil diferente e mais social”, elogiou, desejando sucesso aos jovens associados e sócios-fundadores da COOPEAT.

Futuro

A professora orientadora Maitê Luize Schuhmann falou da satisfação em poder participar desse processo de criação da cooperativa escolar. “É realmente uma grande conquista para esses jovens estudantes, tanto que a COOPEAT é a primeira cooperativa escolar do programa Aprendiz no Campo no Rio Grande do Sul. Percebemos a alegria e a satisfação de todos durante o processo de produção de seus produtos, que já começa a dar frutos.  O grupo ‘comprou’ a ideia. Conciliem visão com ação que vocês têm um futuro brilhante pela frente”, enalteceu.

Diretoria, Conselho Fiscal, associados e parceiros durante assembleia de fundação da COOPEAT
Diretoria, Conselho Fiscal, associados e parceiros durante assembleia de fundação da COOPEAT

Teutônia, terra do cooperativismo

O presidente da Sicredi Ouro Branco, Silvo Landmeier, lembrou que Teutônia ostenta o título de “Terra do Cooperativismo” e que a constituição de cooperativas escolares contribui para que mais pessoas sejam associadas de alguma cooperativa no município. “Se hoje cerca de 82% da população economicamente ativa de Teutônia é associada de uma ou mais cooperativas, com certeza o envolvimento desses jovens nas suas cooperativas escolares incrementa este número e fortalece o setor. Fico feliz em poder apoiar iniciativas como esta, difundindo cada vez mais o cooperativismo na região e contribuindo para a sucessão nas nossas cooperativas tradicionais”, mencionou.

Rejuvenescimento

O presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, frisou a importância do projeto para o rejuvenescimento no campo. “Vivemos numa região diferenciada, com boas experiências na qualificação profissional, o que contribui consideravelmente para a permanência dos jovens no campo e, consequentemente, a redução da idade média dos produtores e associados das cooperativas. O cooperativismo é uma filosofia de vida, de convívio e de trabalho. Acreditamos que o ambiente escolar é um lugar favorável para a disseminação da cultura cooperativista. Parabéns a todos esses jovens por terem aderido ao projeto. Com isso, aspiramos o desenvolvimento do verdadeiro cooperativismo e o caminho inverso do êxodo rural”, afirmou, desejando que os estudantes aproveitem da melhor maneira o que está sendo disponibilizado.

Associados aprovaram estatuto e elegeram por unanimidade chapa da Diretoria e Conselho Fiscal para a gestão 2016-2017
Associados aprovaram estatuto e elegeram por unanimidade chapa da Diretoria e Conselho Fiscal para a gestão 2016-2017

Novas sementes

O professor Everaldo Marini, que acompanhou e auxiliou os estudantes no processo de instalação da cooperativa escolar, elogiou as cooperativas Sicredi e Languiru, bem como o Colégio Teutônia, que acreditaram no projeto. “Tudo isso é fruto das parcerias. Caminhando juntos, vamos mais longe. Estamos plantando novas sementes do cooperativismo, que esperamos que floresçam. É um trabalho que dá voz aos estudantes, condições para que empreendam, com ética e responsabilidade, um projeto de inclusão que ultrapassa fronteiras”, afirmou, parabenizando toda comunidade escolar pelo envolvimento.

Apresentação à comunidade

Na noite de 15 de julho, tendo por local a sede da Sicredi Ouro Branco, no Bairro Languiru, em Teutônia, serão apresentados oficialmente à comunidade os dez projetos de cooperativas escolares desenvolvidos em educandários de Teutonia, que contam com o apoio da Secretaria Municipal de Educação.

A cooperativa escolar é uma associação de estudantes com finalidade educativa, podendo desenvolver atividades econômicas, sociais e culturais em benefício dos seus associados. Amparada pela Lei nº. 8.069, de 13 de julho de 1990 do Estatuto da Criança e do Adolescente, e da Lei nº. 5.764/71, em sua essência busca formular uma proposta pedagógica com a participação dos aprendizes em atividades práticas. O projeto estimula o desenvolvimento de futuros líderes, gestores, empreendedores e cidadãos com senso de responsabilidade e participação, por meio da vivência de um modelo cooperativo sustentável.

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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