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9º Fórum Tecnológico do Leite – Aberta programação que comemora o Dia Estadual do Leite em Teutônia

17/09/2015

“Produção leiteira: tendências, possibilidades e cenários.” A temática que embala a 9ª edição do Fórum Tecnológico do Leite está lançada. A abertura oficial do evento que comemora o Dia Estadual do Leite em Teutônia, organizado pelo Colégio Teutônia e parceiros, ocorreu na noite desta quarta-feira, dia 16 de setembro, com o painel “Possíveis cenários na produção leiteira”.

A solenidade ocorreu no Auditório Central do educandário e contou com a participação de estudantes, professores, coordenação pedagógica, autoridades e representantes de Poderes Executivos e Legislativos municipais, produtores rurais de Teutônia e região, expositores, parceiros e apoiadores, diretoria da Fundação Agrícola Teutônia (FAT) e comunidade em geral.

 

Parcerias

 

Na sua saudação inicial, o diretor do CT, Jonas Rückert, ressaltou a importância das parcerias. “A organização do Fórum Tecnológico do Leite é um trabalho realizado a muitas mãos. As parcerias têm contribuído para que o Colégio Teutônia deixe à sociedade um legado importante, que está no âmbito da educação, preparando o cidadão do amanhã. Esse é um dos objetivos desse evento que está na sua 9ª edição, com um olhar especial para que possamos viver momentos de significativas aprendizagens.”

Painelistas falaram sobre “Possíveis cenários na produção leiteira” (Fotos - Leandro Augusto Hamester)
Painelistas falaram sobre “Possíveis cenários na produção leiteira” (Fotos – Leandro Augusto Hamester)

O coordenador geral do Fórum, professor Márcio Mügge, igualmente agradeceu o empenho de todos os parceiros e integrantes da comissão organizadora. “A união de esforços nos permite realizar este evento. O Colégio Teutônia tem vínculo com o setor agropecuário, e nisso se enquadram, além de eventos como o Fórum Tecnológico do Leite, as atividades da Granja e os cursos técnicos.”

 

Temática relevante

 

O vice-prefeito de Teutônia, Evandro Biondo, falou da importância da cadeia produtiva do leite. “O leite possui um grande valor econômico, social e nutricional. O leite sustenta várias famílias de diversos municípios brasileiros, agrega valor na perspectiva de qualidade de vida que pode trazer”, disse.

O presidente da Fetag/RS, Carlos Joel da Silva, reafirmou a necessidade de debater a produção leiteira no Estado. “O leite agrega renda ao produtor, às cooperativas e às empresas do setor, assim como para os municípios e o Estado, com a geração de impostos. Os números falam por si, praticamente todos os municípios do Rio Grande do Sul produzem leite e a maioria dos produtores são agricultores familiares. Há muito para avançar, aproveitando as oportunidades e unindo forças. Queremos a juventude trabalhando e produzindo no meio rural, com maior qualidade de vida e produzindo alimentos para a população mundial.”

 

Painéis

 

Para falar de “Possíveis cenários na produção leiteira” foram convidados o presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer; o secretário do Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do Rio Grande do Sul (SDR), Tarcísio José Minetto; o presidente da Associação Gaúcha de Laticinistas e Laticínios (AGL), Ernest Krug; o diretor executivo do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), Ordeno Ardêmio Heineck; e o presidente do Sindicato da indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra.

Diretor do Colégio Teutônia, Jonas Rückert, deu as boas-vindas a todos na abertura do evento, com auditório lotado
Diretor do Colégio Teutônia, Jonas Rückert, deu as boas-vindas a todos na abertura do evento, com auditório lotado

Entre números, considerando volumes de produção e índices de eficiência produtiva, todos foram unânimes ao destacar que há uma grande oportunidade de crescimento para a cadeia produtiva do leite gaúcho.

“Hoje apresentamos déficit na balança de lácteos, com mais importação de leite com relação aos volumes exportados, o que nos prejudica. Na cadeia produtiva, as cooperativas fazem a grande diferença, considerando que 45% dos produtores produzem menos de 100 litros de leite por dia. Esses pequenos volumes são captados, em sua maior parte, pelas cooperativas gaúchas, que potencializam o pagamento de preços justos aos produtores rurais e oferecem assistência técnica”, frisou Minetto.

Bayer acrescentou que existe uma tendência mundial de aumento da produção leiteira. “Para aproveitarmos as oportunidades que o mercado oferece, precisamos de mão de obra qualificada, controlar os custos de produção e priorizar a qualidade do leite. Nesse processo a agricultura familiar possui grande importância. Precisamos apresentar ao mercado produtos de valor agregado e, atualmente, podemos considerar os empresários desse ramo verdadeiros heróis diante de todas as dificuldades. Mas o Brasil é um país de oportunidades, principalmente no leite.”

Para Krug, nenhuma outra atividade emprega mais pessoas que a produção leiteira. “O Rio Grande do Sul e o Brasil contam com uma grande capacidade produtiva, mas para isso precisamos de um programa de exportação para o longo prazo, de normas e regras burocráticas mais simples, da inserção de produtos da agricultura familiar no mercado, da sucessão e qualificação do produtor. É fundamental profissionalizar a atividade. Eu acredito muito no leite e digo isso há mais de 30 anos.”

Heineck confirmou que 94% dos municípios gaúchos são impactados pela produção leiteira. “Precisamos nos dar as mãos e por meio da cadeia leiteira podemos guindar o Rio Grande do Sul a ser a maior economia nacional. Produzimos um bom nível de matéria-prima, mas uma pequena parcela dos produtores ascendeu a processos modernos e rentáveis de produção. Não podemos cometer o pecado de virar as costas aos produtores do leite e esclarecer que a Operação Leite Compensado foi um mal necessário para expurgarmos os poucos que denigrem a cadeia produtiva do leite gaúcho”, resumiu.

Por fim, Guerra frisou que o Brasil é autossuficiente na sua produção leiteira. “Sendo assim, para tudo que crescermos ou importarmos, será necessário buscarmos o mercado externo. Nosso concorrente não é mais o vizinho, mas está na União Europeia, nos Estados Unidos, na Nova Zelândia, no mundo inteiro. Hoje, 75 países representam 92% da produção mundial de leite. Precisamos de escala de produção, do contrário estamos fora do mercado. E isso vale para os produtores também. Devemos produzir agora para colher mais logo ali à frente. É assim que enfrentamos momentos de crise e dificuldade.”

Westfälische Tanzgruppe encerrou programação da noite
Westfälische Tanzgruppe encerrou programação da noite

 

Momento cultural

 

Encerradas as discussões do painel, ainda houve momento cultural, com apresentação artística do Grupo de Danças Folclóricas Alemãs do município de Westfália, Westfälische Tanzgruppe.

 

Programação

 

Dia 17 de setembro – Fórum Tecnológico do Leite, Feira Agro Comercial e Semana Acadêmica

Local: Auditório Central do Colégio Teutônia.

  • 08h30min: Recepção e credenciamento do público participante.
  • 09h: Apresentação do Conjunto Instrumental do Colégio Teutônia.
  • 09h30min – 10h30min: 2º Painel: “Normativa 62”. Público alvo: produtores rurais e demais profissionais da cadeia do leite. Painelistas: Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), Ministério Público, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS) e Univates.
  • 21h: Concurso do “Leite em Metro” e encerramento da 4ª Semana Acadêmica do Colégio Teutônia.

Dia 17 de setembro – Fórum Tecnológico do Leite e Feira Agro Comercial

Local: Granja do Colégio Teutônia.

  • 13h30min – 16h: Estações Temáticas e Mostra Científica.

Dia 17 de setembro – Fórum Tecnológico do Leite e Feira Agro Comercial

Local: Ginásio SER Gaúcho.

  • 09h – 11h: Projeto Social “Escolinha do Leite”. Palestra: “Importância do Consumo de Lácteos”. Palestrantes: Representantes da Cooperativa Languiru – Indústria de Laticínios. Público alvo: crianças e estudantes de Teutônia e municípios vizinhos.
  • 10h: Abertura oficial da 5ª Edição da Feira Agro Comercial.
  • 11h – 12h: Mostra Científica dos estudantes do Curso Técnico em Agropecuária do Colégio Teutônia.
  • 12h: Almoço na SER Gaúcho. Cartões a R$ 20,00 por pessoa.
  • 16h: Concurso do “Leite em Metro” e sorteio de brindes.
  • 19h30min às 20h30min: Palestra: “Aspectos Econômicos da Produção Leiteira”. Palestrante: Representante da Sicredi Ouro Branco. Público alvo: Estudantes e técnicos em Agropecuária, profissionais da cadeia do leite.
    • 20h: Fechamento da Feira Agro Comercial.
 

Dia 18 de setembro – Fórum Tecnológico do Leite e Feira Agro Comercial

Locais: Ginásio SER Gaúcho e Granja do Colégio Teutônia.

  • 08h30min: Recepção e credenciamento dos participantes no Auditório Central do Colégio Teutônia.
  • 09h – 11h: Projeto Social “Escolinha do Leite”. Palestra: “Importância do Consumo de Lácteos”. Palestrantes: Representantes da Cooperativa Languiru – Indústria de Laticínios. Público alvo: crianças e estudantes de Teutônia e municípios vizinhos. Será na SER Gaúcho.
  • 09h30min – 10h30min: 3º Painel: “Qualidade versus Garantia”. Público alvo: Técnicos e produtores de leite. Painelistas: Emater/RS-ASCAR, Instituto Gaúcho do Leite (IGL) e Cooperativa Languiru.
  • 10h: Reabertura da Feira Agro Comercial. Será na SER Gaúcho.
  • 11h – 12h: Mostra Científica dos estudantes do Curso Técnico em Agropecuária do Colégio Teutônia. Será na SER Gaúcho.
  • 12h: Almoço na SER Gaúcho. Cartões a R$ 20,00 por pessoa.
  • 13h30min – 16h: Estações Temáticas na Granja do Colégio Teutônia e Mostra Científica.
    • 16h: Concurso do “Leite em Metro”, sorteio de brindes e encerramento do Fórum Tecnológico do Leite e da Feira Agro Comercial.
    • 16h30min: Apresentação de bandinhas folclóricas.
 

 

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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