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25 de julho, Dia do Colono e do Motorista – A perseverança daqueles que produzem e transportam a Languiru

25/07/2018

Os alicerces da sociedade estão fundamentados em setores que garantem o equilíbrio econômico e social. Como em uma corrente, são unidos por elos que precisam um do outro para manter a normalidade de serviços essenciais para a população. O agronegócio é um desses setores essenciais, uma vez que todos os alimentos que consumimos têm origem no campo. A relevância deste setor fica evidente se levarmos em conta os quase 30 milhões de brasileiros que vivem no campo, segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2010). A pesquisa também aponta que em torno de quatro milhões de pessoas vivem no perímetro rural na Região Sul. Além disso, o agronegócio contribuiu com 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2017, conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O transporte é outro setor que impacta diretamente em nosso cotidiano. Conforme levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT/2016), o número de empresas de transporte rodoviário de carga chega a 111 mil, além de 553 mil caminhoneiros autônomos.

Pois no dia 25 de julho celebramos uma data que homenageia estes dois personagens essenciais para a sustentabilidade do Brasil: é o Dia do Colono e do Motorista. A Cooperativa Languiru comemora a data com muita satisfação, considerando que vários capítulos da sua história foram escritos com o suor de quem não tem hora para criar, plantar e dirigir.

Hoje, a cooperativa possui aproximadamente 2,2 mil produtores rurais cadastrados em seu quadro social. São propriedades com produção de leite, de aves e de suínos, com o plantio de milho e hortifrutigranjeiros, situadas em 67 municípios dos Vales do Taquari, Caí, Rio Pardo e na Serra. Já a logística da cooperativa chega a movimentar, por dia, mais de cem veículos de transporte de carga pesada. Caminhões e carretas são responsáveis por levar animais, rações e produtos de gênero alimentício.

 

Um relacionamento baseado na igualdade

 

Filhos de produtores rurais que descobriram na infância o sustento que a terra pode oferecer. Esse é o casal Valdecir Antônio Flach (43) e Vanessa Elisa Ludwig Flach (25), que administram uma creche de suínos e produzem hortifrutigranjeiros em Poço das Antas. Ambos tratam a propriedade rural como uma empresa, tanto que as tarefas são divididas na propriedade localizada em Linha Boa Vista.

Valdecir e Vanessa mostram que homens e mulheres podem exercer as mesmas tarefas na propriedade rural (Fotos: Éderson Moisés Käfer)

Tudo começa depois do tradicional chimarrão pela manhã. Vanessa tem a missão de cuidar dos leitões. Realiza o pedido de ração e segue orientações técnicas repassadas pelos profissionais do Setor de Suínos do Departamento Técnico da Languiru. “Eu terminei o Ensino Médio e decidi ficar na propriedade rural. Sempre gostei de ficar livre”, admite. Depois de fazer o almoço, segue para as estufas, onde ajuda no cultivo das hortaliças. Como se isso não bastasse, a jovem produtora rural ainda dirige trator, com o qual executa trabalhos como levar esterco de galinha para as estufas ou transportar lenha usada no fogão da creche. “Gosto de alimentar os leitões e capinar nas estufas”, sintetiza.

Já nas estufas onde crescem hortaliças como tomate, brócolis, vagem e pimentão, a responsabilidade é de Valdecir. A produção de verduras, frutas e legumes é fornecida para a rede de Supermercados Languiru. A sintonia fica evidente até na forma de pensar do casal.

Valdecir entende que homens e mulheres devem ser tratados sem diferenças, ou seja, observa que elas já assumiram muitas funções que eram destinadas a eles. “Assim como a Vanessa, conheço outras mulheres que são responsáveis pelo manejo dos lotes de suínos”, ressalta. Vanessa reforça que a mulher é mais calma e detalhista quando executa uma tarefa. “Já não existe mais tanto preconceito, pois a sociedade percebeu que a participação da mulher é fundamental”, frisa.

Valdecir destaca o papel da cooperativa para o desenvolvimento da propriedade e revela que já foi integrado de uma empresa privada. O associado prefere não voltar no tempo, uma vez que deseja produzir por muitos anos para a Languiru. “Dependemos 100% da cooperativa, tanto que nesse período da greve dos caminhoneiros ficamos receosos com o futuro. Ainda bem que a Languiru possui uma estrutura formidável e deu todo o apoio”, elogia.

 

Uma vida dedicada à produção de leite

 

Raimundo Altevogt (80) tem muitas histórias para contar sobre a evolução do agronegócio nas últimas sete décadas. Por afeto aos animais e vontade de trabalhar, a produção leiteira continua sendo a sua principal fonte de renda na propriedade rural localizada em Linha Harmonia, município de Teutônia.

Essa história iniciou aos sete anos, quando começou a depositar pasto no cocho e a ordenhar o rebanho. Na infância, ainda dava a sua parcela de contribuição nos plantios de milho e de soja. “Eram outros tempos e tinha que trabalhar com os meus pais. Isso não me fez mal nenhum”, afirma. Altevogt casou em 1959 e herdou as terras do sogro, onde edificaria a sua futura propriedade rural. Também foi nesse período que se associou à Cooperativa Languiru. “Acho que sou um dos associados mais antigos com produção ativa”, orgulha-se.

Altevogt já é produtor de leite há sete décadas e um dos associados com matrícula mais antiga

Ele compreende que a melhor fase da produção leiteira ocorreu entre as décadas de 60 e 80. Lembra que a produção da sua propriedade rural era de dois tarros por dia, algo em torno de 50 litros de leite, matéria-prima que levava à antiga Indústria de Laticínios da cooperativa. O experiente produtor também já criava suínos para o abate, no entanto, resolveu parar e direcionar o foco para a produção de leite. Isso já faz 30 anos.

Hoje, o seu rebanho é formado por nove vacas da raça holandês vermelho, cuja produção é de 300 litros de leite por coleta. Altevogt revela que, todo dia, acorda as 4h da manhã para tratar os animais e começa a ordenhar às 5h. “Optei por vacas desta raça porque o leite tem mais gordura”, justifica. Ele possui quatro filhos, dos quais apenas um segue na propriedade rural. Os outros três trabalham em indústrias. “Uma vez, sofri um acidente de trânsito e eles tiveram que assumir as tarefas para o rebanho não ficar sem comida e sem ordenhar. Foi um momento difícil”, admite.

Altevogt explica que mantém a produção leiteira por ter carinho pelo rebanho, porém, não pretende seguir por muito tempo em função da idade. “O leite deveria ser mais valorizado”, salienta. Para complementar a renda, o produtor engorda alguns exemplares de gado de corte e vende os animais para um frigorífico da região. “O colono e o motorista são pilares da sociedade, um produz e o outro transporta os alimentos. É como uma mesa com quatro pernas. Se uma estiver bamba, a mesa já vai desequilibrar e a tendência é cair. Já imaginou um dia você ir num supermercado e não ter nada para comprar? Não vai bater o desespero?”, questiona.

 

Experiência a serviço das Rações Languiru

 

Centenas de propriedades rurais e dezenas de municípios. Essas são algumas estatísticas da vida do transportador Silério Lagemann (44), sócio-proprietário da empresa Transportes Lagemann e Brockmann (Trans LB), que presta serviços terceirizados para a Languiru. Às 5h o motorista entra no caminhão e inicia o transporte de rações à granel para propriedades de associados da Cooperativa Languiru. Essa história iniciou há 26 anos, quando o teutoniense começou a transportar ração ensacada, migrando para as rações à granel em 1996. “Foi um negócio de ocasião que surgiu na época. Hoje, além de mim, temos mais um caminhão que leva rações à granel para propriedades de cooperados”, comenta.

Motorista com prestação de serviços à Languiru, Lagemann já esteve em dezenas de municípios no transporte de rações à granel

Lagemann menciona que, nesse tempo, já teve a oportunidade de conhecer localidades de vários municípios como Teutônia, Westfália, Ibirubá, Selbach, Progresso, Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires. O caminhão silo graneleiro da empresa de transportes possui seis gavetas e capacidade de transportar até 15 toneladas de rações. “A Languiru representa muito para nós transportadores, com frete fixo e pagamentos em dia”, enaltece.

Nessas mais de duas décadas à frente de um volante, o transportador tem experiência para discernir fatos positivos e negativos do dia a dia. “Algumas propriedades ainda possuem entradas de difícil acesso, contudo, sabemos que isso muitas vezes não depende só deles. Por outro lado, praticamente todos os associados contam com silos na propriedade e já recebem um comunicado sobre as próximas entregas”, compara. Lagemann é objetivo ao definir a importância do Dia do Colono e do Motorista. “A cidade não come se o colono não tiver disposição para produzir e o motorista não tiver condições para transportar”, afirma.

 

 

TEXTO – Éderson Moisés Käfer e Leandro Augusto Hamester

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