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Cooperativa Languiru corrige capital social de seus associados em 12% ao ano
Publicado em 17/04/2017
Decisão foi exposta em assembleia e representa cerca de R$ 6 milhões

Durante assembleia, realizada no dia 31 de março, a Cooperativa Languiru apresentou o novo modelo de capitalização do seu associado em relação à correção do capital social. Na oportunidade o presidente Dirceu Bayer e a contadora Carla Gregory detalharam o processo, que corrige as quotas-partes dos associados da Languiru em 12% ao ano, o que representa, hoje, aproximadamente R$ 6 milhões do capital social.

Como consta na Lei 5.764/71, que define a política nacional de cooperativismo, a quota-parte é uma quantia em dinheiro que os associados depositam no momento em que ingressam no quadro social de uma cooperativa. Na Languiru, por exemplo, o estatuto social prevê que, ao ser admitido, cada associado deverá subscrever, no mínimo, cem quotas-partes, cada uma delas com valor equivalente a um litro de leite do preço base pago ao produtor no mês de seu ingresso ao quadro social.

Cooperativa Languiru apresentou novo modelo na assembleia do dia 31 de março (Foto: Éderson Moisés Käfer)

O somatório das quotas-partes dos associados compõe o capital social de uma cooperativa, recurso que contribui para o suporte de desenvolvimento da instituição. Em outras palavras, é o capital social que dá ao associado a sua participação na entidade cooperativa que integra, o que lhe permite usufruir dos produtos e serviços oferecidos pela organização cooperativa, com direitos e deveres.

O incremento do capital social de uma cooperativa ocorre pela adesão de novos associados e, neste caso da Languiru a partir da última assembleia, com o novo modelo de capitalização e correção das quotas-partes de seus associados.

 

Valorização do associado

 

A grave crise econômica e política brasileira, aliada ao aumento dos custos de produção, afeta a imensa maioria das empresas instaladas no Brasil, e nisso também se enquadram as cooperativas, especialmente as do agronegócio e do ramo de produção. Nesse contexto, a Languiru também sentiu os reflexos e, principalmente nos anos de 2015 e 2016, enfrentou dificuldades financeiras. “Em termos econômicos, nossos balanços estão muito bons, em termos financeiros, nem tanto. O ano de 2016 ainda foi melhor que o ano de 2015, ao contrário do que muitos diziam. Felizmente, cumprimos nossas obrigações e, para o ano de 2017, já existem sinais de melhora na economia, especialmente no segmento do agronegócio. Entendemos que este será um ano bom para o setor”, avalia Bayer.

Na assembleia, o presidente reforçou a importância do novo modelo de capitalização em relação à correção do capital social dos associados. “Se por um lado não houve a possibilidade de distribuição de sobras, considerando que não houve sobras no ato cooperativo, por outro lado estamos implementando a correção do capital social de cada associado em 12% ao ano”, explica.

Bayer avalia que em 61 anos de existência da cooperativa, nunca ocorreu essa correção do capital, juros sobre capital próprio. “A correção foi maior do que a própria poupança. É algo inédito e, no global da Languiru, isso representa R$ 6 milhões de correção do capital social da cooperativa”, enaltece, mencionando que essa remuneração segue o padrão adotado por outras cooperativas, especialmente de crédito.

Presidente Dirceu Bayer ressalta que novo modelo de capitalização e correção do capital social é uma forma de reconhecimento à dedicação e apoio dos associados (Foto: Leandro Augusto Hamester)

Para ele, a iniciativa se trata de “uma forma de reconhecimento ao associado, que sempre esteve ao lado da sua cooperativa, com a valorização da sua conta capital, o que possibilita à Languiru o acesso à recursos financeiros no longo prazo”. Inclusive, extrato das quotas-partes de cada associado está sendo disponibilizado pela Languiru, em documento entregue junto às contas de leite do produtor, e dúvidas podem ser esclarecidas junto ao Departamento Técnico da cooperativa. “Esse extrato deve ser usado pelos produtores na declaração do Imposto de Renda, com valores já pagos pela Languiru e a serem restituídos pelos associados”, acrescenta o presidente.

 

Retorno

 

Em 2016 a Languiru desenvolveu programa de subscrição de quotas-partes junto ao seu quadro social, iniciativa que contribui para o desempenho econômico da Languiru e acesso ao crédito de longo prazo junto aos entes financeiros. Nesse momento, com a correção do capital em 12% ao ano, Bayer usa exemplo de associado que participou do procedimento no último exercício. “Para quem assinou quotas-partes de R$ 40 mil, por exemplo, terá na sua conta capital a correção de 12% sobre este valor do qual são avalistas de empréstimo financeiro, com valor pago até o presente momento e com bens em garantia de propriedade da Languiru, preservando o nosso produtor. A partir desse novo modelo, o associado é valorizado financeiramente na sua conta capital” exemplifica.

Bayer justifica a implantação do novo modelo considerando que atualmente o capital social da cooperativa está em cerca de R$ 52 milhões, dos quais R$ 50 milhões são dos produtores de leite e dos integrados de aves e suínos que assinaram quotas-partes. “Se não adotássemos esse modelo, em oito anos teríamos apenas R$ 2 milhões como capital social da Languiru, o que é muito pouco e preocupante. Dessa forma como está sendo contabilizado, a Languiru preserva esse total de R$ 52 milhões.”

Ele ainda destaca que a medida também busca incrementar o número de associados produtores ativos da Languiru. “É um movimento muito forte por novos associados. Estamos contentes em poder compartilhar isso com os associados produtores, uma forma de reconhecimento ao esforço e dedicação à Languiru”, conclui Bayer, agradecendo o apoio e motivação de associados e colaboradores. Nesse mesmo contexto de ampliação do quadro social, o presidente também cita a criação do Cartão Verde, para produtores de milho, e o projeto de inclusão social e produtiva, idealizado pela Cooperativa Languiru, com apoio e envolvimento da Emater, de Sindicatos de Trabalhadores Rurais, de Secretarias Municipais da Agricultura de Teutônia, Estrela e Westfália, do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA) e da Sicredi Ouro Branco.

 

 

 

 

 

TEXTO – Leandro Augusto Hamester

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